“Reforma não considera desigualdades que as mulheres sofrem no mercado”

A deputada Rachel Marques (PT) criticou a proposta de reforma da Previdência, que estipula a mesma idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres. “Essa reforma desconsidera todas as desigualdades que as mulheres hoje sofrem no mercado de trabalho”, afirmou. A parlamentar citou ainda a dupla jornada de trabalho das mulheres, que inclui tarefas domésticas, e o fato de elas ainda ocuparem piores postos no emprego e salários mais baixos

A deputada Rachel Marques (PT) criticou a proposta de reforma da Previdência, que estipula a mesma idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres. “Essa reforma desconsidera todas as desigualdades que as mulheres hoje sofrem no mercado de trabalho”, afirmou. A parlamentar citou ainda a dupla jornada de trabalho das mulheres, que inclui tarefas domésticas, e o fato de elas ainda ocuparem piores postos no emprego e salários mais baixos
A deputada Rachel Marques (PT) criticou a proposta de reforma da Previdência, que estipula a mesma idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres. “Essa reforma desconsidera todas as desigualdades que as mulheres hoje sofrem no mercado de trabalho”, afirmou. A parlamentar citou ainda a dupla jornada de trabalho das mulheres, que inclui tarefas domésticas, e o fato de elas ainda ocuparem piores postos no emprego e salários mais baixos (Foto: Rodrigo Rocha)

Ceará 247 - A deputada Rachel Marques (PT) criticou a questão da reforma da Previdência, proposta pelo Governo Federal, que estipula a mesma idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres. Para ela, da forma como está o texto aprofunda ainda mais a desigualdades entre homens e mulheres. “Essa reforma desconsidera todas as desigualdades que as mulheres hoje sofrem no mercado de trabalho”, afirmou, em pronunciamento na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (8). 

Na opinião da deputada, a reforma não leva em consideração a realidade da mulher com a dupla jornada de trabalho, que inclui tarefas domésticas. Conforme citou Rachel Marques, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2014 aponta que 90,6% realizam afazeres domésticos e essa dupla jornada limita a possibilidade de ascensão profissional.

A parlamentar afirmou ainda que são destinados às mulheres os piores postos de trabalho e salário. “Precisamos lutar para que não haja retrocesso de conquistas alcançadas pela mulher no que diz respeito à aposentadoria e Previdência”, avaliou.

Rachel Marques também pediu apoio para a aprovação do projeto de lei que institui e disciplina o estatuto do parto humanizado no Ceará. Segundo ela, a proposta já recebeu parecer favorável da Procuradoria da Casa e passará a tramitar nas comissões técnicas. “O projeto visa garantir melhor assistência das mulheres nesse período gravídico”, explicou.

Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) parabenizou o discurso, mas observou que o risco de igualar a idade para aposentadoria de homens e mulheres se deve à igualdade de gênero.  “Uma mulher é diferente do homem, gênero é principio gramatical. Jamais uma mulher pode se aposentar igual ao homem no mesmo período. Somos diferentes, sou contra essa reforma perversa”, protestou.

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