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"Reforma política não avançou por culpa da base"

Deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE) diz que o plebiscito proposto por Dilma não será tão simples de “se tocar da noite para o dia, como imagina a presidente”; para o parlamentar, ideia visa a apenas desviar o foco dos recentes protestos pelo país; "A base governista tem mais de 400 deputados no Congresso Nacional e esmagadora maioria no Senado. Então, se não houve avanços no tema reforma política foi por conta de falta de vontade da própria base", disse

"Reforma política não avançou por culpa da base"

PE247 – "O que a gente deduz da iniciativa é que há, na verdade, uma tentativa de desviar o foco, desviar o foco das manifestações que ocorreram recentemente no Brasil". A declaração é do deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE), que resolveu atacar, novamente, a base governista da presidente Dilma Rousseff (PT), ao comentar o projeto de reforma política proposto pelo governo. Enquanto aliados da presidente aprovam a realização de um plebiscito para tratar da reforma política, para Mendonça "essa visão da presidente Dilma de falar em reforma política agora é um tanto quanto tarde". Para discutir o tema, a oposição defende a realização de um referendo (consulta popular após a elaboração do projeto e não antes, como no plebiscito).

"Na primeira mensagem que ela enviou ao Parlamento como presidente eleita, ainda no início do seu mandato, ela falava em Reforma Política. A base governista tem mais de 400 deputados no Congresso Nacional e esmagadora maioria no Senado. Então, se não houve avanços no tema reforma política foi por conta de falta de vontade da própria base da presidente Dilma", afirmou o parlamentar, em entrevista à Rádio Folha.

Dentre os pontos a serem debatidos na reforma política estão o financiamento público de campanha, fim das coligações e das eleições proporcionais, voto distrital misto ou puro, proporcional em lista fechada ou aberta e votação facultativa. Segundo Mendonça Filho, realizar um plebiscito dessa natureza não é uma coisa simples de "se tocar da noite para o dia, como imagina a presidente".

Para o deputado, a chefe do Executivo federal e os seus aliados estão com o objetivo de desviar o foco dos protestos que aconteceram recentemente em várias cidades brasileiras na luta por melhoria na prestação de serviços públicos, além de pedir o combate à corrupção. Além disso, em consonância com a posição do pré-candidato a presidente da República Aécio Neves (PSDB-MG), o democrata defendeu a redução do número de ministérios.

"Então, eu acho que a presidente deveria dar uma demonstração de que quer ajustar o governo, reduzir essa máquina inchada, tem mais de 39 ministros para vinte no máximo ministros, na metade, e fazer com que a gente possa investir naquilo que de fato vai se traduzir em melhoria da qualidade de vida da população", cravou o democrata.