Relator quer suspender a CPI dos Grampos

Comissão realizou nesta quarta sua sexta reunião e deputado Marcos Martins apresentou solicitação para que a CPI seja suspensa até a conclusão do inquérito policial sobre o tema que está em andamento na Polícia Civil. "Embora nossa CPI seja independente, acho melhor aguardar o resultado do inquérito policial para dar continuidade aos trabalhos", justificou. CPI investiga a existência de uma suposta rede grampos com extensão e atividade que atingiriam aliados e adversários do governador Marconi Perillo. Ela foi criada depois que a revista Carta Capital publicou reportagem sobre o tema

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Goiás 247_ A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga suposta rede ilegal de grampos telefônicos e invasão de dados de autoridades públicas realizou nesta quarta-feira, 14, a sexta reunião de trabalho, quando aprovou três requerimentos apresentados por deputados-membros.

Também recebeu nova solicitação escrita do relator Marcos Martins (PSDB) para a suspensão dos trabalhos até a conclusão do inquérito policial sobre o tema que está em andamento na Polícia Civil.

Na reunião desta quarta participaram o presidente, deputado Talles Barreto (PTB), o relator, Marcos Martins, e o suplente Karlos Cabral (PT).

O relator justificou seu pedido de suspensão das atividades de apuração da Comissão para evitar a redundância de ações repetidas pela autoridade policial e pelos membros da CPI nos esforços de apuração dos fatos. "Entendo que a Polícia Civil já propôs diligências para o inquérito policial e as investigações estão em andamento. Embora nossa CPI seja independente, acho melhor aguardar o resultado do inquérito policial para dar continuidade aos trabalhos", disse Marcos Martins.

O deputado Karlos Cabral apresentou requerimento que convida o advogado Kowalski Ribeiro, dono de perfil na rede social Twitter, a prestar informações à Comissão. O convidado teve seu nome apontado em reportagem da revista Carta Capital, que ensejou a instalação da Comissão.

Requerimentos aprovados

Os deputados-membros da CPI dos Grampos aprovaram os requerimentos constantes da pauta prévia, apresentados por Karlos Cabral, que convida os representantes legais do Twitter no Brasil para prestar esclarecimentos. A outra solicitação também aprovada convida Luiz Cláudio do Nascimento Cavalcante, responsável pelo perfil @opolitico no Twitter.

Os parlamentares aprovaram ainda outro requerimento da pauta prévia, apresentado pelo relator Marcos Martins, que encaminha ofício ao delegado-geral da Polícia Civil do Estado de Goiás, João Carlos Gorski, solicitando informações sobre o inquérito policial referente às denúncias que ensejaram a instalação desta CPI.

"Queremos saber das diligências feitas no curso do inquérito policial, para saber se houve avanços nas investigações. Receio que a CPI solicite ações que sejam tenham sido efetivadas pela Polícia Civil, desperdiçando esforços", argumentou o relator da CPI dos Grampos.

Histórico

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a existência, extensão e responsabilidade pela operação de uma rede ilegal de grampos telefônicos, de criação de perfis falsos na internet, e de invasão da privacidade de adversários e aliados do Governador do Estado de Goiás, foi criada pelo decreto administrativo nº 2.549, de 29 de maio de 2013. O instrumento legal foi publicado no Diário Oficial da Assembleia Legislativa de Goiás de nº 11.674.

A CPI dos Grampos é presidida por Talles Barreto (PTB) e a vice-presidência é ocupada por Humberto Aidar (PT). A relatoria está sob a responsabilidade de Marcos Martins (PSDB). São membros titulares os deputados Túlio Isac (PSDB) e Ney Nogueira (PP). Os suplentes são Carlos Antonio (PSC), Francisco Júnior (PSD), Daniel Messac (PSDB), José Essado (PMDB) e Karlos Cabral (PT).

(com informações do site da Assembleia)

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