Renata Carvalho: ‘É um pouco tarefa da arte jogar luz nessas trevas que estão aí’

A travesti Renata Carvalho, estrela do monólogo "O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu", que teve sessões lotadas nas duas noites de exibição no Porto Alegre Em Cena, afirmou em entrevista ao Sul 21, que o importante são os debates que a peça é capaz de gerar no país que mais mata travestis e transexuais; "Eu vejo a luz que é colocada em cima da transfobia"; espetáculo repercutiu em todo o país na última semana, depois que uma decisão judicial proibiu sua exibição em Jundiaí, interior de São Paulo; na capital gaúcha, dois pedidos também tentaram barrá-lo na justiça, mas foram negados  

A travesti Renata Carvalho, estrela do monólogo "O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu", que teve sessões lotadas nas duas noites de exibição no Porto Alegre Em Cena, afirmou em entrevista ao Sul 21, que o importante são os debates que a peça é capaz de gerar no país que mais mata travestis e transexuais; "Eu vejo a luz que é colocada em cima da transfobia"; espetáculo repercutiu em todo o país na última semana, depois que uma decisão judicial proibiu sua exibição em Jundiaí, interior de São Paulo; na capital gaúcha, dois pedidos também tentaram barrá-lo na justiça, mas foram negados
 
A travesti Renata Carvalho, estrela do monólogo "O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu", que teve sessões lotadas nas duas noites de exibição no Porto Alegre Em Cena, afirmou em entrevista ao Sul 21, que o importante são os debates que a peça é capaz de gerar no país que mais mata travestis e transexuais; "Eu vejo a luz que é colocada em cima da transfobia"; espetáculo repercutiu em todo o país na última semana, depois que uma decisão judicial proibiu sua exibição em Jundiaí, interior de São Paulo; na capital gaúcha, dois pedidos também tentaram barrá-lo na justiça, mas foram negados   (Foto: Fatima 247)

Por Ana Ávila, Sul 21Quando as luzes diminuíram, a música subiu e Renata Carvalho entrou em cena a passos lentos, a plateia que lotava o Teatro Bruno Kiefer na noite da última quinta-feira (21) mal respirava. A atenção era toda pra ela. Ao final, a travesti estrela do monólogo O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu foi ovacionado por centenas de pessoas que não se cansavam de aplaudir. Ali, dentro do teatro, Porto Alegre nem parecia a mesma capital que recentemente encerrou a exposição QueerMuseu por pressões ultraconservadoras.

O espetáculo repercutiu em todo o país na última semana, depois que uma decisão judicial proibiu sua exibição em Jundiaí, interior de São Paulo. Na capital gaúcha, dois pedidos também tentaram barrá-lo na justiça, mas foram negados. Para Renata, no entanto, o que realmente importa são os debates que a peça é capaz de gerar no país que mais mata travestis e transexuais. "Eu vejo a luz que é colocada em cima da transfobia", diz sobre o momento. A diretora Natalia Mallo também destaca a importância da representatividade contra a violência. "Quando a gente começar a ver pessoas trans em toda parte, a transfobia cai. Porque você já não vai querer assassinar a pessoa. As pessoas querem simplesmente matar porque existe, é tão perturbador que as pessoas querem matar".

Se, ao longo da última semana, a peça ganhou ainda mais notoriedade e garantiu, entre outras coisas, sessões lotadas nas duas noites de exibição no Porto Alegre Em Cena, seu percurso começou muito antes. Escrita pela dramaturga escocesa Jo Clifford, O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu tem no Brasil sua primeira montagem fora do país de origem. Aqui, estreou há mais de um ano e vem atingindo o principal objetivo desde então: sensibilizar quem a assiste. No dia do lançamento em Porto Alegre, o Sul21 conversou com a diretora Natalia Mallo, argentina radicada no Brasil, responsável por trazer a peça ao país e que, agora, se prepara para levá-la ao Uruguai e à Argentina.

Natalia conta que o projeto nasceu de uma ideia de intercâmbios internacionais sobre preocupações comuns na sociedade. "Em 2014, eu fui para a Escócia para os festivais de Edimburgo e foi a primeira coisa que eu assisti. Ali, eu já tive um choque, fiquei muito mexida pelo trabalho. Na época, óbvio que eu tinha empatia pela causa trans, mas eu não tinha muito entendimento, e a peça me mostrou isso, me mostrou que eu não sabia muito bem o que as pessoas trans vivem e onde elas estão na sociedade", lembra Natalia, que recebeu o texto das mãos da autora como um presente, naquele mesmo encontro.

Confira a  matéria completa no Sul 21.

 

 

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