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Reviravolta nas investigações: polícia descarta choque e prende amiga de mulher encontrada morta em piscina

Inicialmente, a principal hipótese trabalhada pelas autoridades era de que Beatriz teria sofrido uma descarga elétrica

Amiga é presa após perícia descartar choque elétrico na morte de jovem encontrada ao lado de piscina em Lins (Foto: Reprodução)

247 - A Polícia Civil prendeu uma mulher de 40 anos, suspeita de envolvimento na morte de Beatriz Calegari de Paula, de 26 anos, encontrada sem vida ao lado de uma piscina no quintal de uma residência em Lins, no interior de São Paulo. A prisão temporária foi cumprida nesta terça-feira (27), após uma reviravolta nas investigações provocada pelo resultado da perícia técnica, que descartou a hipótese inicial de descarga elétrica e apontou afogamento como causa da morte.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo g1 Bauru e Marília, que acompanha o caso desde o ocorrido, registrado no dia 16 de janeiro. A mudança na linha de investigação ocorreu após a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML), considerado determinante para a decisão judicial que autorizou a prisão da suspeita.

Segundo a Polícia Civil, a mulher detida era amiga da vítima e estava no local no momento da morte. A identidade dela não foi divulgada. De acordo com os investigadores, a prisão foi solicitada após serem identificadas contradições entre o depoimento prestado pela suspeita e os dados técnicos obtidos na perícia, o que levantou suspeitas sobre a dinâmica real dos fatos.

Inicialmente, a principal hipótese trabalhada pelas autoridades era de que Beatriz teria sofrido uma descarga elétrica. A jovem foi encontrada caída de costas, vestindo biquíni, com parte do corpo apoiada sobre a tampa metálica do motor da piscina. Próximo ao local havia uma caixa de energia com disjuntores, registros metálicos, um botão de acionamento e uma ducha, elementos que reforçaram a suspeita inicial de eletrocussão.

Na ocasião, o Corpo de Bombeiros foi acionado e, por precaução, desligou a energia elétrica do imóvel antes de verificar os sinais vitais da vítima. No entanto, o óbito já havia sido constatado no local. Com o avanço da investigação, os exames periciais afastaram completamente a possibilidade de choque elétrico, redirecionando o inquérito para a apuração de um possível homicídio.

O caso passou a ser investigado formalmente como homicídio pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins, que instaurou inquérito policial para esclarecer as circunstâncias da morte. A Polícia Civil aguarda ainda a conclusão de outros laudos técnicos solicitados ao Instituto de Criminalística, que devem auxiliar na reconstrução detalhada do ocorrido.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que os laudos complementares seguem em elaboração e que as investigações continuam para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.

Beatriz Calegari de Paula foi sepultada no dia 17 de janeiro, no Cemitério da Saudade, em Lins. O caso causou forte comoção na cidade e segue mobilizando familiares e amigos, que aguardam respostas definitivas sobre a morte da jovem.