Rnest começa a processar petróleo no dia 04/11

Esta é a data oficial marcada para a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Grande Recife, iniciar o processamento de petróleo; na próxima quarta, atraca no porto o primeiro navio trazendo óleo bruto para começar dos testes de refino na unidade; orçada em US$ 18 bilhões, a Rnest é a 14ª refinaria construída pela Petrobras no Brasil e a primeira depois de 34 anos sem inaugurar uma nova planta; quando estiver totalmente concluído, no primeiro semestre de 2015, o empreendimento terá capacidade para processar 230 mil barris de petróleo por dia

Esta é a data oficial marcada para a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Grande Recife, iniciar o processamento de petróleo; na próxima quarta, atraca no porto o primeiro navio trazendo óleo bruto para começar dos testes de refino na unidade; orçada em US$ 18 bilhões, a Rnest é a 14ª refinaria construída pela Petrobras no Brasil e a primeira depois de 34 anos sem inaugurar uma nova planta; quando estiver totalmente concluído, no primeiro semestre de 2015, o empreendimento terá capacidade para processar 230 mil barris de petróleo por dia
Esta é a data oficial marcada para a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Grande Recife, iniciar o processamento de petróleo; na próxima quarta, atraca no porto o primeiro navio trazendo óleo bruto para começar dos testes de refino na unidade; orçada em US$ 18 bilhões, a Rnest é a 14ª refinaria construída pela Petrobras no Brasil e a primeira depois de 34 anos sem inaugurar uma nova planta; quando estiver totalmente concluído, no primeiro semestre de 2015, o empreendimento terá capacidade para processar 230 mil barris de petróleo por dia (Foto: Leonardo Lucena)

Pernambuco 247 – A Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Grande Recife, já tem data marcada para iniciar o processamento de petróleo: dia 4 de novembro. Na próxima quarta-feira (3), atraca no porto o primeiro navio trazendo óleo bruto para começar dos testes de refino na unidade. A informação é da repórter Adriana Guarda, do Jornal do Commercio. Orçada em US$ 18 bilhões, atualmente, a Rnest é a 14ª refinaria construída pela Petrobras no Brasil e a primeira depois de 34 anos sem inaugurar uma nova planta.

O empreendimento terá capacidade para processar 115 mil barris de petróleo por dia, a partir de novembro, e mais 115 mil a partir de maio de 2015, totalizando 230 mil barris diários. Deste total, 70% serão destinados à produção de diesel. Os outros 30% serão transformados em derivados como gasolina, querosene, gás liquefeito de petróleo/GLP (o gás de cozinha), nafta, coque e combustível marítimo (bunker).

Ao esclarecer como funciona o refino de petróleo, o professor doutor dos cursos de Engenharia Química e Engenharia do Petróleo da Faculdade Boa Viagem/DeVry, Leonardo Maciel, disse que o processo ocorre em três etapas: destilação, conversão e tratamento. De acordo com ele, "por meio de oleodutos o petróleo é conduzido para dentro da refinaria, onde fica armazenado em grandes tanques".

"O processo de refino propriamente dito se inicia na unidade de destilação atmosférica. O petróleo é aquecido a 370ºC evapora e a partir dessa evaporação vai de transformando em derivados, de acordo com condições de pressão e temperatura", afirmou. Os derivados são armazenados em tanques específicos para cada produto e, posteriormente, seguem para o mercado na maioria das vezes por transporte rodoviário.

Menos dependência de importação

Atualmente, o Brasil tem capacidade de refinar 2,1 milhões de barris diários de petróleo, mas pretende atingir 3,3 milhões em 2020 com o objetivo de atender ao crescimento da demanda. Em março deste ano, o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Florival Carvalho, afirmou a operação de duas unidades de refino da Rnest permitirá ao Brasil se tornar autossuficiente na produção de óleo diesel em três anos.

Segundo Carvalho, a previsão é de que o mercado de combustíveis se mantenha no mesmo ritmo de crescimento deste ano, com expansão entre 4% a 5%. Quanto ao mercado de óleo diesel, os números da ANP apontam que o consumo do produto aumentou 4,6% em 2013 na comparação com 2012, ao passar de 55,9 bilhões para 58,4 bilhões de litros.

“Deste total, o país teve que buscar no mercado externo cerca de 9,9 bilhões de litros do produto – o volume da nossa dependência externa. Com a entrada dos primeiros trens [unidades] da refinaria a dependência vai reduzir bastante, principalmente de óleo diesel, e devemos deixar de importar em um prazo de dois a três anos”, afirmou Carvalho, no 9º Seminário de Avaliação do Mercado de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis, no Rio.

 

 

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