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Rodovia Fernão Dias: sempre perigosa

Minas Gerais tem dois trechos de estradas federais entre os 10 mais perigosos do país, segundo balanço da Polícia Rodoviária e estudo do Ipea. Os dois estão na BR-381, a famosa Fernão Dias

Rodovia Fernão Dias: sempre perigosa

Minas 247 - Apesar das frequentes promessas, a Fernão Dias, uma das rodovias mais conhecidas e usadas do país, continua um desafio para os motoristas. É o que mostra um balanço da Polícia Rodoviária Federal, com base em dados de estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea).

O levantamento mostra que Minas Gerais tem dois trechos rodoviários entre os mais críticos do país -- ambos na BR-381, o nome oficial da Fernão Dias.

Leia trecho da matéria de Luana Cruz, do jornal Estado de Minas

Minas Gerais tem dois trechos de estradas federais entre os 10 mais críticos do Brasil. Em balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com dados de janeiro a setembro de 2012, a área entre os kms 480 e 490 da BR-381 em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, aparece em terceiro lugar no ranking de índice de gravidade. Em sétimo lugar está o trecho entre os kms 450 e 500 na mesma rodovia. 

O índice de gravidade é baseado em estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A taxa define pesos para os acidentes (acidente sem vítima: 1 ponto; acidente com vítima: 5 pontos; acidente com óbito: 25 pontos). Para o cálculo, multiplica-se o número de acidentes registrados no trecho pela pontuação de cada tipo. O somatório final é o índice de gravidade.

O trecho mais perigoso de Minas tem índice 1.943, ficando atrás da BR-101 em Santa Catarina (2.822) e da BR-316 no Pará (2.669). No período analisado, a área mais crítica em Minas registrou 863 acidentes com 283 feridos e 12 mortos. 

O levantamento da PRF mapeou os 100 trechos mais críticos do país, com dez quilômetros cada. Essas áreas de alto índice de gravidade correspondem a apenas 1,4% da malha federal sob responsabilidade da PRF. Porém, são neles que acontecem 27,6% dos acidentes e 11% das mortes.