Roubos assustam Cidade Administrativa
Obra do então governador de Minas Aécio Neves, que custou R$ 1,2 bilhão, é alvo de bandidos que assaltam servidores nos ônibus. O complexo fica no limite da capital com as cidades de Vespasiano e Santa Luzia. PM não decide qual batalhão deve fazer a segurança na região
Minas 247 – Localizada às margens da rodovia MG-010, a Cidade Administrativa, complexo criado no governo Aécio Neves que custou R$ 1,2 bilhão, deveria ser exemplo de segurança, já que os prédios englobam todo o centro de decisões administrativas de Minas Gerais. No entanto, a realidade é bem diferente. Já virou rotina bandidos assaltarem coletivos que levam servidores públicos de volta a Belo Horizonte.
Localizada na divisa da capital mineira com as cidades de Vespasiano e Santa Luzia, a segurança na região está dividida em três batalhões da Polícia Militar, que ainda não sabe qual deve assumir as ocorrências. Um exemplo claro da dificuldade da polícia em fazer o patrulhamento no local foi visto na última segunda-feira 16. Bandidos armados invadiram o ônibus e roubaram os pertences dos passageiros da linha 66, que faz a rota Cidade Administrativa/Savassi. De acordo com o Subtenente do Batalhão Militar Rodoviário, seu destacamento é o responsável pelo local, mas não foi avisado: “O problema é que as pessoas ligam para o 190 e as viaturas de outros batalhões atendem e não nos comunicam. Vamos ficar atentos”, afirmou o militar.
Não é o primeiro problema enfrentado por servidores da Cidade Administrativa. Já em outubro de 2010, apenas sete meses após a inauguração, foram denunciados vários problemas estruturais que poderiam colocar em risco os trabalhadores. Foram encontradas rachaduras, infiltrações de água e deslizamentos.
O problema agora é outro e mais grave. Assustados, os servidores relatam que os crimes tem sido constantes no entorno da Cidade Administrativa. A servidora Sayonara Vasconcellos garante que o assalto ao ônibus da linha 66 foi apenas mais um na conta. “Depois que os servidores públicos foram deslocados para essa região eles são sempre vítimas de marginais. Essa não é a primeira vez”, afirma Sayonara.
Com informações do jornal Hoje em Dia e do blog Cidade Administrativa