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RS descarta apoio do Exército para domingo

O secretário-chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, e o secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, se reuniram com o comando das polícias Civil e Militar para tratar das operações de segurança que serão realizadas para evitar confrontos entre participantes de atos pró e contra o governo marcados para o próximo domingo (13) em Porto Alegre; um ato pedindo o impeachment da presidenta Dilma está marcado para acontecer no Parcão, e atos favoráveis ao governo e ao ex-presidente Lula deverão ocorrer a partir das 14h, na Redenção; a Brigada Militar deverá impedir que os grupos contrários se encontrem ao mesmo tempo em qualquer ponto da cidade

O secretário-chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, e o secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, se reuniram com o comando das polícias Civil e Militar para tratar das operações de segurança que serão realizadas para evitar confrontos entre participantes de atos pró e contra o governo marcados para o próximo domingo (13) em Porto Alegre; um ato pedindo o impeachment da presidenta Dilma está marcado para acontecer no Parcão, e atos favoráveis ao governo e ao ex-presidente Lula deverão ocorrer a partir das 14h, na Redenção; a Brigada Militar deverá impedir que os grupos contrários se encontrem ao mesmo tempo em qualquer ponto da cidade (Foto: Leonardo Lucena)

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Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - O secretário-chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, e o secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, se reuniram na manhã desta sexta-feira (11) com o comando das polícias Civil e Militar para tratar das operações de segurança que serão realizadas para evitar confrontos entre participantes de atos pró e contra o governo marcados para o próximo domingo (13) em Porto Alegre. Um ato pedindo o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) está marcado para acontecer no Parcão, a partir das 15h, e atos favoráveis ao governo e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverão ocorrer a partir das 14h, na Redenção. A Brigada Militar deverá impedir que os grupos contrários se encontrem ao mesmo tempo em qualquer ponto da cidade.

Em coletiva após a reunião, Biolchi manifestou preocupação com a possibilidade de confrontos e pediu que a própria sociedade faça um controle para que não haja excessos. “Estamos nos preparando e pedindo às pessoas para que façam suas manifestações em paz e em segurança. Seja qual for a sua identidade, em qual movimento vá se engajar, que a própria sociedade não permita que haja oportunidade para depredações, para movimentos violentos, o que, infelizmente, em alguns casos já aconteceu no país”, afirmou.

De acordo com o chefe da Casa Civil, foram realizadas reuniões prévias com líderes e organizadores de ambos os atos e foi solicitado que não haja encontro de manifestantes nas ruas. “É importante que se diga que a liderança é um auxílio para que se possa manter a ordem. O ambiente é extremamente responsável e maduro até o momento para que nós não tenhamos o encontro, evitando assim algum tipo de acidente”, disse.

Biolchi preferiu não estimar quantas pessoas são esperadas nas manifestações do domingo, mas afirmou que “poderemos ter um dos maiores eventos em relação a essas manifestações políticas desse último ano”.

De acordo com o tenente-coronel Mário Ikeda, comandante do policiamento da Capital, cerca de 300 homens estarão de prontidão na tarde de domingo para atuar na segurança das manifestações e também para participar de ações da Operação Avante. “Nós poderemos remanejar mais policiais militares, para um local ou para outro, conforme a necessidade do dia”, disse.

Ikeda também afirmou que a BM terá viaturas circulando pela cidade para evitar possíveis confrontos em deslocamentos e coibir provocações entre grupos contrários. “Principalmente ali na região da Redenção, que tem o Brique, então várias pessoas vão estar circulando, nós vamos estar atentos a essas manifestações e provocações. Agora, salientamos que grandes grupos de manifestantes não serão permitidos no mesmo local. Na Redenção é para um grupo e no Parcão para um grupo antagônico”, afirmou.

Por outro lado, o secretário Biolchi descartou a possibilidade de promover uma grande mobilização de policiais do interior para a Capital. “Nós não podemos trabalhar com aquela ideia de deslocar um efetivo, de fazer uma operação concentrada na capital, por que, pelas redes sociais, a gente está acompanhando que várias outras cidades poderão ter essas mobilizações e precisam das mesmas garantias de normalidade e segurança que a capital precisa”, afirmou.

Ele também descartou que o governo tenha solicitado apoio do Exército para ajudar em ações de segurança no próximo domingo. “Não há nenhum tipo de operação que envolva o Exército. Por parte do Estado, também não houve uma demanda”, disse. “Estamos falando de um evento social, não de um fato que tenha outra natureza. As forças do Estado estão preparadas para que a gente possa garantir essa condição de normalidade no domingo”, complementou.

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