RS movimenta R$ 1 bi ao sediar cinco jogos da Copa
A realização de cinco jogos da Copa do Mundo em Porto Alegre movimentou cerca de R$ 1 bilhão e a estimativa é que 350 mil turistas passaram pelo Rio Grande do Sul; desse número, 160 mil seriam estrangeiros; segundo balanço apresentado pelo governo gaúcho, a estimativa é que cada turista gastou em média R$ 3 mil durante a Copa, correspondendo à movimentação de R$ 1 bilhão; os números, segundo o Governo do Estado, foram calculados pelo Ministério de Turismo e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) com base nos dados da Copa do Mundo da África, realizada em 2010
Jaqueline Silveira, Sul 21 - A realização de cinco jogos da Copa do Mundo em Porto Alegre movimentou cerca de R$ 1 bilhão e a estimativa é que 350 mil turistas passaram pelo Rio Grande do Sul. Desse número, 160 mil seriam estrangeiros. O balanço foi divulgado em entrevista coletiva, na manhã desta terça-feira (01), pelo governador Tarso Genro e secretários envolvidos com a organização do mundial na Capital.
A estimativa é que cada turista gastou em média R$ 3 mil durante a Copa, correspondendo à movimentação de R$ 1 bilhão. Os números, segundo o Governo do Estado, foram calculados pelo Ministério de Turismo e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) com base nos dados da Copa do Mundo da África, realizada em 2010. No gasto do turista, não está incluída passagem aérea, somente gastos com hospedagem, deslocamentos, atividades turísticas e consumo. Conforme o balanço, a rede hoteleira registrou uma ocupação em média de 80% em uma área de 200 quilômetros da Capital, movimentando também estabelecimentos das regiões dos Vales, Metropolitana, Serra e Litoral Norte. Já os bares, teriam registrado um acréscimo de 50% na sua demanda.
Durante a entrevista, Tarso afirmou que, com a movimentação de R$ 1 bilhão, haverá uma "sobra de 70% ou 80%" em relação à renúncia fiscal concedida pelo Governo do Estado às empresas que instalaram as estruturas temporárias no Estádio Beira-Rio, por exigência da Fifa. As empresas investiram R$ 25 milhões nas estruturas. Aliás, quanto às exigências da Fifa, o governador reafirmou que as considerou "desproporcionais", mas que, como o Brasil já tinha se comprometido com a Copa, então, teriam de ser atendidas. Ele citou como exemplo a liberação da venda de bebidas alcóolicas nos estádios que, na sua opinião, é recomendável.
O chefe do Piratini enfatizou, ainda, que o saldo foi positivo, referindo-se, especificamente, ao acolhimento dos turistas pelos gaúchos e o funcionamento do sistema de segurança, inclusive nas fronteiras. De acordo ele, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardoso, e dos Esportes, Aldo Rebelo, que acompanharam jogos em Porto Alegre, elogiaram a organização da Copa, principalmente na questão de segurança. "Estou muito orgulhoso. O Rio Grande do Sul ganhou, nesse momento, como Estado e ganhou, sem sombra de dúvida, o povo gaúcho. É um Estado preparado para sediar qualquer evento dessa natureza", comemorou ele. Com a visibilidade proporcionada pela Copa, Tarso disse que quer aproveitar para reforçar o movimento para transformar Porto Alegre na capital política, econômica e educacional do Mercosul. "Isso agrega valores ao movimento ",completou o governador.
O chefe do Piratini também lembrou que, mesmo os grupos contrários à realização da Copa puderam se manifestar dentro da limitação permita pela segurança. Questionado sobre a atuação da segurança no protesto, realizado no dia 18 de junho, em que três jornalistas ficaram feridos devido a bombas de feito moral lançadas por policiais, o governador lamentou o episódio, acrescentando que os profissionais de imprensa não eram o alvo. Ele reafirmou que a ação dos policiais "foi correta" e que há uma ordem sua para evitar a "aproximação dos manifestantes do quadro da Brigada", inclusive, para preservar a vida dos próprios participantes do protesto.
80% dos policiais militares voltam para o Interior
Com o fim da Copa em Porto Alegre, os policiais militares começam a retornar para o Interior. Segundo o secretário de Segurança Pública, Aírton Michels, 2.092 brigadianos vieram de diversas regiões do Estado e 80% do efetivo retorna nesta terça-feira", acrescentou ele. Ao todo, foi mobilizado um efetivo de 3,5 mil policiais para a Copa no Estado.
De policiais civis, vieram 320 do Interior, que ainda irão permanecer por mais alguns dias na Capital. Trabalharam nos jogos 700 policiais. Conforme dados da Segurança Pública, o governo do Estado fez um investimento, de 2013 até o começo da Copa, de R$ 12 milhões em qualificação dos órgãos de segurança. Além disso, o governo federal investiu R$ 80 milhões para a instalação do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que continuará interligando os órgãos de segurança do Estado 24 horas por dia.
Apesar da redução do número de policiais em Porto Alegre devido ao retorno de parte para o Interior, o governador afirmou que dá para "manter o mesmo nível de qualidade", mas não de quantidade na segurança na Capital, que contou nesse período com uma grande efetivo espalhado pelas ruas. Tarso informou, inclusive, que já tem uma reunião marcada para a próxima sexta-feira (04) com o comando das polícias para discutir como ficará a segurança após a Copa do Mundo.
Legado para a população
Secretária da Assessoria Superior, Mari Perusso destacou o trabalho em conjunto entre governos federal, estadual e prefeitura de Porto Alegre. “A integração das esferas administrativas municipal, estadual e federal, isso é um legado”, afirmou ela.
Ela destacou, ainda, como legado da Copa a subestação de energia elétrica do Bairro Menino Deus, num investimento total de R$ 35 milhões que deve beneficiar 150 mil pessoas. “A última subestação inaugurada na Capital foi em 2002”, relembrou Mari. A secretária também enfatizou a aquisição de dois helicópteros para área da saúde. Além disso, o governo do Estado citou como legado o asfaltamento da ERS-118, que liga o centro de Viamão, na Região Metropolitana, ao Hotel Vila Ventura, onde ficou hospedada a seleção do Equador.
