Rui Costa, 'pai da mobilidade' que não anda

Não caiu muito bem entre petistas e aliados o título de 'pai da mobilidade urbana em Salvador' dado pelo governador Jaques Wagner ao chefe da Casa Civil do Estado e pré-candidato do PT à sua sucessão; será que o eleitor vai saber (ou querer) separar o tempo de comando do Estado dos 13 anos nos quais o metrô que ganhou destaque negativo internacional como exemplo de corrupção esteve sob responsabilidade da Prefeitura de Salvador? Seria uma aposta alta; governador tenta atrelar a Rui uma obra grande, mas que parou no tempo e desperta revolta na população

Não caiu muito bem entre petistas e aliados o título de 'pai da mobilidade urbana em Salvador' dado pelo governador Jaques Wagner ao chefe da Casa Civil do Estado e pré-candidato do PT à sua sucessão; será que o eleitor vai saber (ou querer) separar o tempo de comando do Estado dos 13 anos nos quais o metrô que ganhou destaque negativo internacional como exemplo de corrupção esteve sob responsabilidade da Prefeitura de Salvador? Seria uma aposta alta; governador tenta atrelar a Rui uma obra grande, mas que parou no tempo e desperta revolta na população
Não caiu muito bem entre petistas e aliados o título de 'pai da mobilidade urbana em Salvador' dado pelo governador Jaques Wagner ao chefe da Casa Civil do Estado e pré-candidato do PT à sua sucessão; será que o eleitor vai saber (ou querer) separar o tempo de comando do Estado dos 13 anos nos quais o metrô que ganhou destaque negativo internacional como exemplo de corrupção esteve sob responsabilidade da Prefeitura de Salvador? Seria uma aposta alta; governador tenta atrelar a Rui uma obra grande, mas que parou no tempo e desperta revolta na população (Foto: Romulo Faro)
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Romulo Faro, do Bahia 247 - Não caiu muito bem entre petistas e aliados o título de 'pai da mobilidade urbana em Salvador' dado pelo governador Jaques Wagner ao chefe da Casa Civil do Estado e pré-candidato do PT à sua sucessão.

O próprio Wagner disse no evento de adesão do PTB à chapa do PT que havia se inspirado no título de 'mãe do PAC' dado pelo ex-presidente Lula à então candidata à presidência da República em 2010 Dilma Rousseff.

Há de se levar em conta, na comparação, que Lula chegava ao final de seu segundo mandato consecutivo com alta histórica em avaliação popular. E o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tinha números efetivamente positivos para ser apresentados.

Voltando a Rui Costa, o título de pai da mobilidade pode não ser positivo. Vale ressaltar, antes de qualquer coisa, que o metrô de Salvador, que está sendo construído há 14 anos, está sob cessão do Estado há um ano apenas.

Mas será que o eleitor vai saber (ou querer) separar o tempo de comando do Estado dos 13 anos nos quais o sistema de transporte que ganhou destaque negativo internacional como exemplo de corrupção esteve sob responsabilidade da Prefeitura de Salvador? Seria uma aposta alta.

Jaques Wagner tenta atrelar a Rui Costa uma obra grande, mas que parou no tempo e desperta revolta na população. Ao custo de mais de R$ 1, 1 bilhão, o metrô de Salvador tem pronta apenas metade da chamada Linha 1 do modal, percurso de seis quilômetros que liga a Estação da Lapa ao Acesso Norte (Rótula do Abacaxi).

Como se sabe, e é dito pelas próprias autoridades, não há viabilidade financeira para nenhuma empresa operar o sistema de transporte. O valor da passagem seria absurdo e a população não podeira pagar.

Mas o governador é otimista e promete pôr o metrô em funcionamento (em fase experimental) em junho próximo, quando o cenário eleitoral já estará fervendo. Ele acredita que o feito histórico, se concretizado, alavancará Rui Costa como verdadeiro pai da mobilidade, como o político que fez o metrô funcionar após 14 anos de construção.

Além de o metrô não funcionar, Salvador tem ainda o problema os engarrafamentos quilométricos, que só fazem aumentar. E pior: a população não vê possibilidade de melhoria. Wagner atribui a Rui Costa execução do projeto da Via Expresa Baía de Todos os Santosm que, sem dúvida, é louvável, mas que não ajudou a desafogar a Avenida Paralela e a região do Iguatemi, dois dos maiores gargalos da cidade.

Como dito acima, é uma aposta alta a de rotular Rui como 'pai da mobilidade'.

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