HOME > Geral

Saída do governo não garante apoio ao PSB

Praticamente uma semana após o PSB entregar os cargos que ocupava no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), a situação, que é o mais forte indicativo da candidatura presidencial do governador Eduardo Campos (PSB-PE), ainda não se traduziu em apoio político dos diversos partidos da base de oposição;o  PPS tenta cooptar José Serra (PSDB-SP) e o DEM encontra-se dividido entre o apoio a Campos ou permanecer ao lado do PSDB; apoio, pelo visto, só em um eventual segundo turno

Praticamente uma semana após o PSB entregar os cargos que ocupava no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), a situação, que é o mais forte indicativo da candidatura presidencial do governador Eduardo Campos (PSB-PE), ainda não se traduziu em apoio político dos diversos partidos da base de oposição;o  PPS tenta cooptar José Serra (PSDB-SP) e o DEM encontra-se dividido entre o apoio a Campos ou permanecer ao lado do PSDB; apoio, pelo visto, só em um eventual segundo turno (Foto: Paulo Emílio)

PE247 - Praticamente uma semana após o PSB entregar os cargos que ocupava no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), a situação, que é o mais forte indicativo da candidata presidencial do governador Eduardo Campos (PSB-PE), ainda não se traduziu em apoio político dos diversos partidos da base de oposição. O PPS tenta cooptar José Serra (PSDB-SP), e o DEM encontra-se dividido entre o apoio a Campos ou permanecer ao lado do PSDB, com o qual mantém uma aliança histórica e que tem o senador mineiro Aécio neves como candidato ao Planalto em 2014.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), disse em entrevista ao jornal Folha de Pernambuco que muitos integrantes da legenda são simpáticos às intenções presidenciais de Campos, mas que parte do partido tende a apoiar a candidatura tucana. “Uma parte tem simpatia por Eduardo Campos, mas ainda não é hora de discutir. O que sei é que  a entrega dos cargos foi um gesto corajoso de afirmação do partido. Pra mim está claro que ele é candidato”, disse. Segundo o senador, caso haja um segundo turno no próximo pleito presidencial, o DEM deverá cerrar fileiras com o PSB, já que o apoio à reeleição da presidente Dilma está descartado.

Já o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire, disse que o afastamento do governo por parte do PSB não implica no apoio imediato da legenda pós-comunista. No momento, o PPS vem tentando atrair o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que tem se mostrado cada vez mais insatisfeito com a sigla tucana, além de enfrentar uma luta intestina com o senador Aécio Neves para ser o candidato indicado pelo partido para disputar a Presidência da República. Caso ingresse, no PPS Serra seria o indicado para encabeçar a chapa pós-socialista. Neste caso, o apoio do PPS a Campos somente aconteceria em um eventual segundo turno que contasse com o socialista  na disputa.