Salvador passará de 32 para 160 bairros com nova divisão territorial

Depois de quase 60 anos, Salvador terá atualização de sua divisão territorial; o projeto de lei de reconfiguração dos bairros foi encaminhado ontem (20) pela prefeitura à Câmara Municipal; a medida, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), visa atualizar a Lei 1.038/1960, com 32 bairros; a nova proposta fará a divisão da cidade em 160 bairros e três ilhas – de Maré, dos Frades e de Bom Jesus dos Passos; o projeto, segundo o governo municipal, ajudará na melhoria do reconhecimento e da identificação desses locais, com limites precisos de onde os bairros começam e terminam

Depois de quase 60 anos, Salvador terá atualização de sua divisão territorial; o projeto de lei de reconfiguração dos bairros foi encaminhado ontem (20) pela prefeitura à Câmara Municipal; a medida, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), visa atualizar a Lei 1.038/1960, com 32 bairros; a nova proposta fará a divisão da cidade em 160 bairros e três ilhas – de Maré, dos Frades e de Bom Jesus dos Passos; o projeto, segundo o governo municipal, ajudará na melhoria do reconhecimento e da identificação desses locais, com limites precisos de onde os bairros começam e terminam
Depois de quase 60 anos, Salvador terá atualização de sua divisão territorial; o projeto de lei de reconfiguração dos bairros foi encaminhado ontem (20) pela prefeitura à Câmara Municipal; a medida, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), visa atualizar a Lei 1.038/1960, com 32 bairros; a nova proposta fará a divisão da cidade em 160 bairros e três ilhas – de Maré, dos Frades e de Bom Jesus dos Passos; o projeto, segundo o governo municipal, ajudará na melhoria do reconhecimento e da identificação desses locais, com limites precisos de onde os bairros começam e terminam (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Depois de quase 60 anos, Salvador terá atualização de sua divisão territorial. O projeto de lei de reconfiguração dos bairros foi encaminhado ontem (20) pela prefeitura à Câmara Municipal. A medida, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), visa atualizar a Lei 1.038/1960, com 32 bairros. A nova proposta fará a divisão da cidade em 160 bairros e três ilhas – de Maré, dos Frades e de Bom Jesus dos Passos.

O projeto, segundo o governo municipal, ajudará na melhoria do reconhecimento e da identificação desses locais, com limites precisos de onde os bairros começam e terminam. Atualmente, as empresas e concessionárias que atuam em Salvador trabalham com mais de 400 bairros – o que gera confusão para os moradores. Entre as situações atuais está a denominação de mais de um bairro para uma mesma rua, assim como ruas e avenidas identificadas erroneamente como bairros.

"A lei em vigor está fora de contexto. Só para se ter uma ideia, Itapuã ainda era um lugar de veraneio, por exemplo. Com a nova proposta, todos os órgãos públicos e empresas passarão a ter informações unificadas para prestação dos serviços", diz o titular da Sedur, Guilherme Bellintani.

A nova legislação prevê a revisão a cada dez anos, no intuito de acompanhar a evolução da cidade e tendo como horizonte a realização do censo demográfico.

Estudo

A construção do projeto de lei de atualização dos bairros e do território urbano de Salvador teve como base o estudo "O Caminho das Águas em Salvador – Bacias Hidrográficas, Bairros e Fontes". Realizado entre os anos de 2006 e 2010, a iniciativa teve a coordenação da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e participação maciça da Prefeitura, do governo do estado e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Metodologia

Para a nova delimitação, a metodologia englobou a definição de conceitos como o de bairro, considerado como "unidade de delimitação territorial com consolidação histórica, que incorpora a noção de pertencimento das comunidades que o constituem, que utilizam os mesmos equipamentos comunitários, que mantêm relações de vizinhança e que reconhecem seus limites pelo mesmo nome".

O trabalho teve como etapas o reconhecimento preliminar do sitio e levantamento histórico; a delimitação preliminar do bairro através da jurisdição associativa (imaginário da sociedade civil organizada); a pesquisa amostral/imaginário do cidadão, dentre outras ações. Os critérios para delimitação dos bairros levaram em consideração a opinião dos moradores, as barreiras físicas naturais (como hidrografia e topografia), elementos urbanísticos/área ocupada, concentração de equipamentos e serviços urbanos, sistema viário e acessibilidade, organização comunitária e ponto de corte, a exemplo fundo de lote e/ou eixo de logradouro.

Durante o processo, foram realizadas reuniões em todos os bairros que envolveram os responsáveis pelo estudo, as associações de bairros e representantes de empresas concessionárias de serviços. Esses encontros, por exemplo, ajudaram a não transformar ilhas em bairros, a partir dos relatos dos moradores considerando a identidade e o pertencimento ao espaço onde vivem.

Regiões administrativas

Antes mesmo da efetivação da nova delimitação dos bairros de Salvador, a Prefeitura tem adotado medidas que contribuem para a divisão territorial e, consequentemente, o planejamento e a gestão da cidade. Assim como a sanção do novo PDDU, após realização de diversas audiências públicas e aprovação da lei na Câmara de Vereadores, outro instrumento importante também foi adotado pela administração municipal e que tem gerado resultados positivos, principalmente para a melhoria da qualidade de vida da população: a divisão da capital em dez regiões administrativas e a implantação das Prefeituras-Bairro.

Tendo também como base o estudo "O Caminho das Águas", Salvador foi então dividida nas seguintes regiões: Centro/Brotas, Valéria, Barra/Pituba, Cabula/Tancredo Neves, Itapuã/Ipitanga, Subúrbio/Ilhas, Cajazeiras, Liberdade/São Caetano, Pau da Lima e Cidade Baixa. Em cada uma dessas regiões, foi montada uma sede que tem como missão oferecer com qualidade os principais serviços da Prefeitura a todos os cidadãos. Além disso, visa interagir com as comunidades e conhecer as necessidades e demandas, na busca de soluções e supervisão das ações e serviços da Prefeitura em cada um dos bairros da cidade.

Com esse modelo, foi possível a realização de programas como o Ouvindo Nosso Bairro, considerada a maior ação de consulta popular do país e que teve a edição 2017 lançada no início deste mês. A proposta é que fazer com que o cidadão possa indicar as obras e intervenções prioritárias no bairro onde mora por meio de votação. Na primeira edição, promovida em 2015, foram indicadas mais de 100 mil obras e realizadas 1,3 mil melhorias nos bairros.

Neste ano, o processo será feito completamente online, por meio de aplicativo para celular, totens eletrônicos a serem disponibilizados em locais de grande circulação e pela internet. Com a atualização e delimitação de bairros de Salvador, acredita-se que o trabalho das Prefeituras-Bairro ficará ainda mais fácil, já que terão a noção exata do território de atuação e do bairro a ser atendido.

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