Samarco não reativará barragem que rompeu e matou 17
A barragem que ruiu no dia 5 de novembro, em Mariana (MG), deixando 17 mortos, não deverá ser reerguida; a informação é do presidente da Samarco, Ricardo Vescovi; "Não é a nossa intenção voltar a construir naquele local, até por tudo o que esse acidente representou e representa para a empresa", afirmou
247 - A barragem que ruiu no dia 5 de novembro, em Mariana (MG), deixando 17 mortos, não deverá ser reerguida. A informação é do presidente da Samarco, Ricardo Vescovi. "Não é a nossa intenção voltar a construir naquele local, até por tudo o que esse acidente representou e representa para a empresa", afirmou.
Em entrevista à Folha, Vescovi deixou em aberto questões sobre os problemas na estrutura que ruiu e as falhas no plano de emergência. Ele evitou dar respostas diretas, com o argumento de que algo só será esclarecido no processo de investigação.
"Nesse momento, nosso foco principal, desde o primeiro dia, e já são 48 dias extensos para a gente fazer ajuda humanitária, mitigação de impacto ambiental e estabilização das estruturas remanescentes. Esse tem sido o nosso foco. Acho que temos que aprender, como já estamos aprendendo muito com tudo que tem acontecido, certamente, observar o que não deu certo e o que falhou nesse plano de emergência", disse.
Ele também não confirmou que as barragem de Fundão, rompida, e a vizinha, Germano, estivessem sendo unificadas, diferentemente do que o coordenador de meio ambiente da Samarco, Euzimar Rosado, informou no próprio dia da tragédia ao fiscais da Secretaria de Meio Ambiente, segundo auto de fiscalização do órgão.
"Neste momento, nós estabelecemos com a Defesa Civil novos procedimentos de monitoramento, não só de monitoramento das estruturas remanescentes, como também de aviso à população. Isso tudo já faz parte desse aprendizado. Agora, sempre em conjunto com os órgãos responsáveis, sempre junto com a Defesa Civil, nunca fazendo nada que seja só da nossa vontade sem que os órgãos estejam avisados", informou.