Santana expande atuação e ganha fama no exterior
Depois de ajudar a eleger Lula (2006), Dilma Rousseff (2010), Hugo Chávez (2009) e o angolano José Eduardo dos Santos (2012), o marqueteiro baiano João Santana mira projetos no Panamá e na Itália e ganha destaque no 'New York Times'; “Assim como psicanalistas ajudam as pessoas a transar sem culpa, nós ajudamos as pessoas a gostar de política sem remorso”, explica na reportagem o publicitário, que auxilia a campanha de Nicolás Maduro, herdeiro de Chávez, enquanto colabora para a reeleição de Dilma
Bahia 247 - As últimas aparições da presidente Dilma Rousseff em rede nacional de tevê e rádio, entre outras apresentações de benefícios para a população, levam a assinatura do marqueteiro João Santana, responsável pela reeleição de Lula em 2006 e pela eleição de Dilma, quatro anos depois. O impacto positivo dessas aparições na imagem da presidente é tão evidente que vem enervando a oposição, e levou o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), a dizer recenetemente que "quem governa é o marqueteiro da presidente da República, o senhor João Santana" (leia mais). Pois a fama do marqueteiro a cargo da reeleição de Dilma já estrapolou as fronteiras do Brasil há algum tempo e não para de se expandir.
Neste sábado, o jornal 'The New York Times' destaca a atuação de Santana na América Latina e revela sua intenção de atuar na Europa. O título da reportagem diz que o sucesso de "um estrategista de campanha" tem se expandido junto com a influência do Brasil no mundo. Santana venceu 6 das 7 campanhas presidenciais que fez até hoje -- a única derrota foi na Argentina, com Eduardo Duhalde (1999), quando ainda atuava com Duda Mendonça, com quem rompeu em 2001.
Além de eleger Lula (2006) e Dilma (2010) no Brasil, ganhou com com Maurício Funes, em El Salvador (2009), Danilo Medina, na República Dominicana (2012), José Eduardo dos Santos, em Angola (2012) e Hugo Chávez, na Venezuela (2012). Próximo passado? Panamá.
Na reportagem do 'New York Times', o marqueteiro comenta que deve fazer a campanha presidencial do "Cambio Democratico", partido panamenho de centro-direita -- recenemten, ele vinha participando apenas de projetos políticos do centro para a esquerda. Santana comenta ainda sobre a possibilidade de "um operação na Itália para começar a administrar campanhas na Europa".
Enquanto expande sua atuação pelo mundo, o marqueteiro auxilia na tentativa de Nicolás Maduro de se consolidar como sucessor de Hugo Chávez, na Venezuela, e colabora com a propaganda do governo Dilma, apesar de ter relação formal apenas com o PT. Para quem ainda não entendeu o que Santana faz, ele resumiu sua atuação dos últimos anos ao NY Times: “Assim como psicanalistas ajudam as pessoas a transar sem culpa, nós ajudamos as pessoas a gostar de política sem remorso”.
