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Santos fica no 0 a 0 no primeiro jogo da final

Equipe santista, de Neymar, joga bem contra o Pearol, segura presso no estdio Centenrio e uma vitria simples no jogo da semana que vem, no Pacaembu, garante o ttulo da Libertadores

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Por Márcio Kroehn_247 – A torcida uruguaia fazia um barulho danado no início do jogo no estádio Centenário. Na gelada Montevidéu, Santos e Peñarol decidiam a Copa Libertadores 2011. Em campo pelo primeiro jogo da final, o ataque santista com 18 gols na competição contra a defesa adversária, que sofreu 17, três a mais que os seus atacantes conseguiram fazer. No final do primeiro tempo, quem só olhava os números da partida enxergava um jogo equilibrado, com quatro finalizações para cada equipe. O Santos tentou duas vezes com Alex Sandro, aos 20 minutos, com uma bomba de esquerda que o goleiro Sosa espalmou para escanteio; e aos 25, após bola ajeitada por Neymar que ele chutou rasteira, para fácil defesa do arqueiro uruguaio. Zé Eduardo chutou fraco aos 5 e o zagueiro Bruno Rodrigo (que estreava na Libertadores) cabeceou aos 21 com perigo, com a bola tocando no travessão. Até os 30, eram 4 finalizações a 1 de vantagem para a equipe brasileira. Mas, a partir daí, o Peñarol passou a mostrar um jogo aguerrido, sem bola ou dividida perdida. E dominou o jogo, com lances perigosos. Foram três oportunidades, sendo a última, aos 44, com Dario Rodriguez, que recebeu sem marcação e tentou encobrir o goleiro Rafael, mas a bola passou por cima do gol, a mais perigosa – e preocupante. Com 13 desarmes contra 8, o Peñarol terminava os primeiros 45 minutos com a impressão de que estava em vantagem.

Se Neymar tocou pouco na bola e esteve bem marcado pela defesa uruguaia, Martinuccio, o craque argentino do Peñarol, não teve sossego com a boa presença de Adriano. Os dois melhores jogadores só conseguiram aparecer quando receberam o cartão amarelo no primeiro tempo. Neymar, por fingir uma falta (que ele sofreu), e Martinuccio, por impedir a reposição de bola.

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O Santos tratou de mostrar que aquela impressão do final do primeiro tempo era falsa. E calou a torcida uruguaia com a melhor chance de gol aos 3 minutos. Elano tentou um chute da intermediária que desviou em Danilo. A bola sobrou para Zé Eduardo, que chutou forte, mas Sosa fez uma excelente defesa. O Peñarol parecia tonto e a equipe santista controlou a partida. Aos 13, o Santos ficava com 57% de posse de bola e buscava o contra-ataque. As melhores chances, porém, estavam com Alex Sandro (um dos melhores em campo) pela esquerda. Aos 26, ele foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Zé Eduardo, que cabeceou para o chão, tirando do alcance de Sosa. Por capricho, a bola passou à esquerda da trave do goleiro uruguaio. Mas os uruguaios têm na persistência uma de suas maiores virtudes. Aos 27, depois do escanteio, Martinuccio conseguiu tocar na bola na linha da pequena área. A bola não foi forte e Rafael fez a defesa. No minuto seguinte, Estoyanoff chutou forte, cruzado, mas o goleiro santista segurou firme sem dar rebote. A terceira tentativa seguida foi um bom drible de Oliveira, que foi atrapalhado pelo seu companheiro Martinuccio. O Santos voltou a controlar os nervos e, aos 34, Arouca saiu da defesa para o ataque em um contra ataque, tocou para Neymar, que cortou para o meio e chutou forte nas mãos de Sosa. Aos 40, o maior susto que a equipe brasileira levou na partida: Alonso apareceu sozinho em um cruzamento e tocou para as redes. O bandeirinha anulou o gol e acertou, pois o jogador uruguaio estava impedido. A partir daí, o técnico Muricy Ramalho fez sua segunda substituição com o zagueiro Bruno Aguiar no lugar de Zé Eduardo – ele já tinha tirado o sumido Elano para a entrada de Alan Patrick. Os uruguaios estavam no ataque, com quatro atacantes. Mas não foi suficiente. O 0 a 0 agradou os santistas, que ficam com o título na semana que vem em caso de vitória simples. É preciso, porém, tomar cuidado. O empate leva o jogo para a prorrogação e para os pênaltis. E uma vitória do Peñarol estragará a festa da torcida, que já esgotou os ingressos para o jogo do Pacaembu.

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