Santos vence a primeira batalha

Vitria por1 a 0, gol de Edu Dracena,sobre o Cerro Porteo na primeira partida das semifinais da Libertadores pode ajudar a equipe no jogo da prxima quarta-feira, no Paraguai

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Por Márcio Kroehn_247 – O Santos não foi o Santos no primeiro tempo. Pelo menos aquele time ofensivo, que mantém o domínio do jogo, como os torcedores queriam ver no Pacaembu. O 1 a 0 foi difícil, saiu pela insistência e pela genialidade de Neymar. O atacante santista não teve espaço nos 45 minutos iniciais. Foi parado com muitas faltas e marcação dura. Mas aos 43, o talento fez a diferença. Neymar recebeu a bola um pouco antes da linha da grande área, colocou velocidade e passou pelo primeiro marcador, pedalou sobre o segundo e cruzou na segunda trave. Edu Dracena subiu – e subiu muito – para cabecear. A bola tocou no travessão e caiu dentro do gol. Leo, para garantir, fez a bola estufar as redes. Antes do gol, porém, a equipe santista encontrou um adversário que marcou forte, correu demais e diminuiu os espaços para dificultar o jogo santista. Além da boa chance de abrir o placar, com Leo, aos 15, após lançamento de Neymar, quando o lateral não conseguiu desviar do goleiro Diego Barreto, as s outras três oportunidades do Santos foram chutes por cima de Zé Eduardo, aos 26, de Elano, aos 28, que de falta fez a bola tocar na rede sobre o gol, e de Danilo, que recebeu uma cavadinha de Durval, aos 33. E, antes de acabar o primeiro tempo, a torcida ainda comemorava o gol quando o Santos parecia querer repetir o sofrimento da partida contra o Once Caldas, no empate por 1 a 1 da semana passada: em cruzamento após cobrança de falta, um peixinho na pequena área parou na canela direita de Rafael.

O Santos merecia ter saído do Pacaembu com, pelo menos, dois gols de diferença. Não pelo volume de jogo, mas pelo esforço de passar pela forte marcação paraguaia. A não ser pelos chuveirinhos, que paravam na defesa santista ou nas mãos de Rafael, o Cerro Porteño não ameaçou. As chances santistas, como no primeiro tempo, não foram muitas. Aos 16, Zé Eduardo mostrou que, quando a fase está ruim, nem o morrinho ajuda. Elano chutou cruzado da direita, o centroavante se esticou todo mas não alcançou. Aos 26, o perseguido Neymar, que recebeu pancada atrás de pancada, de pé esquerdo exigiu defesa de mão trocada de Barreto. Aos 34, Neymar achou Zé Eduardo na entrada da área, esperando a tradicional jogada de pivô: toca e recebe. O camisa 11 passou sem marcação, mas o centroavante tentou fazer ele mesmo a jogada e perdeu para a defesa do Cerro. No final do jogo, o Santos ficou no quase. Primeiro, aos 43, quando Arouca tocou para Maikon Leite (que entrou no lugar de Zé Eduardo), que chutou por cima. E aos 47, Neymar fez uma grande jogada pela esquerda e tocou para Alan Patrick. Era o último lance do jogo. Na linha da pequena área, o meia acertou, sim, porque não dava para errar, as pernas do goleiro Barreto. A vitória por 1 a 0 mantém a invencibilidade de 15 jogos de Muricy Ramalho no comando da equipe santista. Agora é se preparar para a batalha no Defensores Del Chaco.

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