São Paulo demite Carpegiani

A desclassificao na Copa do Brasil frente ao Ava custou a cabea do tcnico do Tricolor. Dorival Jr. e Cuca estariam na mira do clube

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247 – O cargo de técnico do São Paulo está vago. A derrota por 3 a 1 frente ao Avaí, na quinta-feira (12), custou ao clube a desclassificação nas quartas de final da Copa do Brasil e a Paulo César Carpegiani o seu emprego. O treinador gaúcho, que trocou acusações com o craque Rivaldo após o fiasco (veja mais abaixo), nem voltou a São Paulo com a delegação, seguindo de Florianópolis, local do jogo, para Porto Alegre.

O São Paulo ainda não se manifestou oficialmente sobre a demissão de Carpegiani, e só deve fazê-lo nas próximas horas, por meio de comunicado. Na manhã desta sexta-feira, contudo, o presidente do clube, Juvenal Juvêncio admitiu a repórteres presentes ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que já está atrás de um novo treinador.

De acordo com o site Globoesporte.com, uma fonte ligada à diretoria do São Paulo diz que os nomes favoritos atuam no momento em Minas Gerais: Dorival Jr., do Atlético Mineiro, e Cuca, do Cruzeiro, que dirigiu o time do Morumbi em 51 partidas, na temporada de 2004. Logo a seguir, aparece Ney Franco, hoje à frente das seleções de base da CBF.

Barraco

Fazia tempo que um jogador não abria um destampatório tão forte e bem articulado contra um treinador. Após a derrota de virada, por 3 a 1, do São Paulo contra o Avaí, que tirou o time do Morumbi da Copa do Brasil nas quartas de final, o camisa 10 Rivaldo atacou duramente o técnico Paulo César Carpegiani. “Eu me sinto humilhado”, disse ele, que ficou todo o tempo no banco de reservas, sem ser chamado. “Estou triste, magoado. Lamento, principalmente, pelos torcedores”.

Rivaldo queria jogar e não compreendeu porque não foi convocado no segundo tempo, quando o time, depois de tomar o terceiro gol com apenas 30 segundos de jogo, começou a dizer adeus à semifinal do torneio. “Respeito todos os meus colegas, mas tenho certeza de que poderia ter ajudado, feito um passe, um gol. É uma vergonha”, disparou o jogador, o melhor jogador do mundo em 1999, contratado recentemente e querido pela torcida.

Carpegiani soltou aos cachorros ao tomar conhecimento das críticas do craque. “Não posso colocar esparadrapo na boca das pessoas. Todo mundo tem um caráter e num momento adequado que a gente nota as pessoas", afirmou o comandante são-paulino, que depois repetiu o discurso ao ser questionado sobre os motivos de não ter aproveitado Rivaldo contra o Avaí. "Cada um falar o que quer, eu não privo ninguém de falar nada. O Rivaldo faz parte do elenco e é opção minha escalar ou não. Mas é em um momento como esse que conhecemos o caráter das pessoas”, reforçou Carpegiani, que disse respeitar a história vitoriosa do craque, apesar de seguir dando poucas chances ao veterano de 39 anos de mostrar o seu futebol.

Depois da derrota, que também mereceu críticas do goleiro Rogério Ceni – “Temos de mudar, desse jeito vamos passar vergonha” –, os muros do Centro de Treinamento do São Paulo, na Barra Funda, amanheceram tomados por pichações. “Fora Carpegiani” e “Juvenal cachaceiro” eram apenas duas delas. Não havia, mesmo, mesmo clima para o técnico continuar.

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