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Sartori: Cpers faz “uso político” de estudantes

O governador José Ivo Sartori deu posse a três novos secretários de Estado em cerimônia no Palácio Piratini; foram confirmadas as trocas nas pastas da Educação, Trabalho e do Desenvolvimento Social e Modernização Administrativa e Recursos Humanos; em discurso, o governador fez duras críticas aos professores estaduais grevistas e aos alunos que mantêm ocupações em pelo menos 150 escolas pelo Estado; "Espero que as famílias e as instituições do Estado nos ajudem a mediar o diálogo com os alunos que estão ocupando as escolas. Mas, preciso lamentar que grupos políticos e sindicais estejam usando menores para sua estratégia de combate”, disse o governador sem citar nomes, mas em crítica direta ao Centro dos Professores do Estado (Cpers), que está em greve desde o dia 16

O governador José Ivo Sartori deu posse a três novos secretários de Estado em cerimônia no Palácio Piratini; foram confirmadas as trocas nas pastas da Educação, Trabalho e do Desenvolvimento Social e Modernização Administrativa e Recursos Humanos; em discurso, o governador fez duras críticas aos professores estaduais grevistas e aos alunos que mantêm ocupações em pelo menos 150 escolas pelo Estado; "Espero que as famílias e as instituições do Estado nos ajudem a mediar o diálogo com os alunos que estão ocupando as escolas. Mas, preciso lamentar que grupos políticos e sindicais estejam usando menores para sua estratégia de combate”, disse o governador sem citar nomes, mas em crítica direta ao Centro dos Professores do Estado (Cpers), que está em greve desde o dia 16 (Foto: Leonardo Lucena)

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Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - O governador José Ivo Sartori deu posse nesta segunda-feira (6) a três novos secretários de Estado em cerimônia no Palácio Piratini. Foram confirmadas as trocas nas pastas da Educação, Trabalho e do Desenvolvimento Social e Modernização Administrativa e Recursos Humanos. Em discurso, o governador fez duras críticas aos professores estaduais grevistas e aos alunos que mantêm ocupações em pelo menos 150 escolas pelo Estado.

“Espero que as famílias e as instituições do Estado nos ajudem a mediar o diálogo com os alunos que estão ocupando as escolas. Mas, preciso lamentar que grupos políticos e sindicais estejam usando menores para sua estratégia de combate”, disse o governador sem citar nomes, mas em crítica direta ao Centro dos Professores do Estado (Cpers), que está em greve desde o dia 16. “Todos sabem que a comunidade escolar quer a volta às aulas, e o governo está do lado da comunidade. Nós reconhecemos as dificuldades, mas não podemos deixar que todo o sistema educacional seja vítima da disputa política”, complementou.

Em outros momentos de seu discurso, e também citar nomes, Sartori disse que os novos secretários terão como desafio as “pressões de grupos políticos que não perderam a soberba”. Ele também afirmou que seu governo assumiu um “novo paradigma de transparência” e de “honestidade e busca pela verdade” desde a campanha eleitoral.

“Chega de imaginar um Estado que tudo pode, que tudo faz, que tudo alcança. É hora de apostar no trabalhador, no empresário, no agricultor, na academia, nos pensadores, no mundo comunitário, nos estudantes e em todos os que fazem o dia a dia do nosso Rio Grande. Só se vence a crise trabalhando e inovando. Não se vence com discurso, com promessas. Pelo contrário, esse tipo de perfumaria só aprofunda a crise”, afirmou o governo.

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Continuidade na educação

Até então secretário-adjunto da pasta, Luís Antônio Alcoba de Freitas, que é vinculado ao PDT, foi confirmado como titular da Secretaria de Educação (Seduc), pasta deixada por Vieira da Cunha (PDT), que disputará a eleição para prefeito de Porto Alegre. Após tomar posse, Alcoba se comprometeu a avançar nas negociações com estudantes de escolas ocupadas e com os professores. “Vamos apresentar propostas concretas e objetivas”, disse.

Segundo ele, o Estado pretende repassar R$ 40 milhões de verbas carimbadas para a educação para reformas e obras emergenciais e apresentar aos estudantes um cronograma de obras a serem realizadas, que somam outros R$ 200 milhões. “Queremos conclamar e chamar os estudantes que, com essas propostas que nós vamos apresentar, que nós achamos que atende parte das reivindicações que são apresentadas, nós possamos trazer a normalidade para as escolas do RS”, afirmou.

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Ele também disse que irá se reunir ainda nesta segunda-feira com representantes do Ministério Público e de outras
instituições do Estado para debater o tema e que pretender apresentar as propostas para representações de estudantes nesta terça-feira (7), mesmo dia em que pretende encaminhar uma carta a todas as escolas do Estado. No entanto, ele não descartou a possibilidade de o Estado recorrer a Justiça para garantir a reintegração de posses das escolas ocupadas.

“Vamos continuar dando o tratamento como uma questão de educação e não como caso de polícia. Mas, numa democracia, se não há possibilidade de negociação, nós temos que buscar um terceiro que possa resolver este conflito. Na nossa sociedade esse terceiro é o Poder Judiciário”, disse.

Com relação à paralisação dos professores, Alcoba afirmou que o Estado não irá criar “falas expectativas”. “Nós não temos como dar qualquer tipo de reajuste. A questão financeira não tem como avançar. Os demais itens da pauta estamos dispostos a conversar”, afirmou.

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Mais nomeações

Também tomaram posse os Catarina Paladini (PSB), que substituirá Miki Breier (PSB) na secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social, e Raffaele Di Cameli (PSD), substitui Eduardo Olivera (PSD) na Secretaria de Modernização Administrativa e Recursos Humanos.

Sartori também anunciou o nome de Iara Wortmann (PMDB), ex-secretária de Educação em duas oportunidades, a última delas no governo de Antônio Britto (1995-1998), como nova secretária-adjunta da pasta, e de Odacir Klein passa assumir, em breve, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

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Ele ainda confirmou a indicação do deputado estadual Alexandre Postal (PMDB) para a vaga em aberto de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que este será substituído como líder do governo na Assembleia Legislativa pelo deputado Gabriel Souza.

Relação com o PDT

Presente no ato, o presidente estadual do PDT, deputado federal Pompeo de Mattos, voltou a confirmar que o partido pleiteava para a vaga no TCE.

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“A verdade é que essa questão do TCE é um desejo coletivo do PDT de ocupar esse espaço, mas nós reconhecemos também que a indicação nessa hora é do governador e é pessoal. Nós continuamos com o mesmo desejo, até porque, ao longo de 20, 30 anos, o PDT nunca ficou de fora do TCE. É a primeira vez na história que está ficando”, disse. “Não abdicamos, não abrimos mão do espaço que o PDT merece, precisa e tem direito no TCE, assim como tem na AL por ser uma das quatro maiores bancadas representadas no Poder Legislativo”.

Ele também afirmou que pretende conversar com o governador nos próximos dias sobre a questão da Secretaria de Educação, que, apesar de permanecer com um filiado ao PDT, não passou pelo crivo do partido. “Nós não interagimos, simplesmente fizemos a substituição”, disse.

Porém, mesmo antes de ser perguntado se as indicações de Sartori podem causar um atrito entre os partidos, afirmou: “Absolutamente não tem nenhum problema e, os fatos que poderiam ser problemas, a gente resolve no diálogo”. Ele ainda disse que deve se reunir, entre hoje e amanhã. com o governador, em Brasília, para conversar sobre o “futuro da relação” entre seus partidos. Dono de uma das quatro maiores bancadas da AL, com sete deputados, o apoio do PDT é fundamental para o governo conseguir aprovar projetos de seu interesse.

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