Sartori é pré-candidato ao governo do RS

Ainda que não esteja definido como o candidato peemedebista ao governo do estado nas próximas eleições de outubro, José Ivo Sartori lançou sua pré-candidatura  em Porto Alegre, com o apoio dos mais tradicionais nomes da legenda; a prerrogativa da candidatura de Sartori é ir de encontro às intenções do PMDB nacional, que quer apoiar a reeleição da presidenta Dilma, com o chefe da cúpula peemedebista nacional, Michel Temer, como vice

Ainda que não esteja definido como o candidato peemedebista ao governo do estado nas próximas eleições de outubro, José Ivo Sartori lançou sua pré-candidatura  em Porto Alegre, com o apoio dos mais tradicionais nomes da legenda; a prerrogativa da candidatura de Sartori é ir de encontro às intenções do PMDB nacional, que quer apoiar a reeleição da presidenta Dilma, com o chefe da cúpula peemedebista nacional, Michel Temer, como vice
Ainda que não esteja definido como o candidato peemedebista ao governo do estado nas próximas eleições de outubro, José Ivo Sartori lançou sua pré-candidatura  em Porto Alegre, com o apoio dos mais tradicionais nomes da legenda; a prerrogativa da candidatura de Sartori é ir de encontro às intenções do PMDB nacional, que quer apoiar a reeleição da presidenta Dilma, com o chefe da cúpula peemedebista nacional, Michel Temer, como vice (Foto: Leonardo Lucena)
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Fernanda Morena, Sul 21 - Ainda que não esteja definido como o candidato peemedebista ao governo do estado nas próximas eleições de outubro, José Ivo Sartori lançou sua pré-candidatura na manhã desta quinta-feira (27) em Porto Alegre, com o apoio dos mais tradicionais nomes da legenda. O senador Pedro Simon, o ex-prefeito José Fogaça, o atual vice-prefeito Sebastião Melo e o ex-presidente do PMBD Ibsen Pinheiro, compuseram a mesa da chapa que pretende colocar o nome de Sartori na competição contra Tarso Genro (PT) e Ana Amélia Lemos (PP). A prerrogativa da candidatura de Sartori é ir de encontro às intenções do PMDB nacional, que quer apoiar a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, com o chefe da cúpula peemedebista nacional, Michel Temer, como vice.

Apesar de não formalizar nem adiantar políticas de governo, tampouco opiniões a respeito do apoio ou não a Dilma, Sartori deverá se centralizar no governo estadual a despeito das coligações feitas em nível nacional para a presidência. "O histórico do Rio Grande do Sul é muito importante. Não éramos brasileiros – somos por opção. Não queremos nos desconectar, não somos melhores do que ninguém, mas somos políticos e temos uma cabeça que sabe para onde nos dirigir", discursou Sartori à sala cheia de seus apoiadores no hotel Laghetto, no bairro Moinhos de Vento.

A apresentação de Ibsen Pinheiro foi consoante. O ex-presidente do PMDB foi um dos primeiros a lançar o nome do ex-prefeito de Caxias do Sul como um candidato com "capacidade de gestão pública e passado irretocável". Sartori conta com o apoio da tradicional liderança estadual do partido, além das bases jovens e femininas da sigla, contra a pré-candidatura do presidente da Confederação dos Municípios Paulo Ziulkoski, alinhado ao nacional com Temer e o deputado Alceu Padilha na defesa de um palanque peemedebista para Dilma no estado.

"Temos uma relação com o poder central que substitui a integração pela subordinação", declarou Ibsen, arrancando manifestações de apoio na plateia.

Indefinição estadual

A disputa travada entre Sartori e Ziulkoski foi  deixada para a convenção do partido dia 15, mas a presença da liderança central da legenda no lançamento do Sartori aponta para uma preferência do seu nome no pleito. A experiência do pré-candidato na administração de Caxias deverá ser a base do discurso peemedebista: “Capacidade dessa qualidade com um apoio desta natureza é que nos dá a convicção de que poderemos cumprir o que está aqui: um novo Rio Grande. Grande de novo. Este é o sentimento que a gente percebe no Rio Grande – um sentimento de passado quando olhamos para a grandeza do estado”, avaliou Ibsen, citando o mote da candidatura de Sartori.

Os demais ex-presidentes do PMDB no estado também são signatários de Sartori, ao lado do ex-governador Germano Rigotto, que enviou um comunicado manifestando seu apoio. Estiveram ainda presentes no evento André Carus, secretário do DMLU, o líder da bancada do PMDB, o vereador Idenir Cecchim, o ex-deputado Luiz Roberto Ponte, os deputados Osmar Terra, Maria Helena Sartori, Alexandre Postal, Márcio Biolchi, ex-secretário do Meio Ambiente Fernando Záchia, entre outros.

Ziulkoski conta com o apoio dos prefeitos do PMDB na convenção de março – uma força que poderá acirrar a disputa pela candidatura, mesmo que Sartori conte com os grandes nomes do PMDB estadual do seu lado. Sebastião Melo, vice-prefeito de Porto Alegre, tomou para si a responsabilidade de angariar votos das bases de liderança municipal à chapa de Sartori. “Eu sou vice-prefeito, nossa chapa também tem prefeitos que apoiam a eleição de Sartori, um ex-prefeito”, relativizou Melo.

Pedro Simon discursou em nome de Sartori, que foi secretário estadual da Cultura durante seu governo, em 1987, porém também lembrou de seu apoio ao empoderamento do nome de Ziulkoski dentro do partido – ocasião em que disse não ter obtido sucesso com seus companheiros. “O MDB é um partido de nomes de qualidade. Ele [Sartori] é o nome certo na hora certa”, decretou o senador de 84 anos.

Entrave nacional

O que separa a oficialização de Sartori como pré-candidato dentro do PMDB é o entrave consolidado pela conclave nacional do partido, que quer um candidato coerente com a coligação nacional já acertada em nome do cargo de vice-presidente de Michel Temer na chapa encabeçada pela petista Dilma Rousseff.

O pré-candidato manteve-se reticente quanto sua opinião pessoal acerca da aliança, contudo o já público apoio de Pedro Simon a Eduardo Campos, governador de Pernambuco pelo PSB, e a participação do senador no seminário do partido realizado em Porto Alegre no último sábado (22) sugere o afastamento da presidenta do eventual palanque de Sartori.

Se for eleito, o ex-prefeito poderá expressar distanciamento do governo federal, caso reeleito, não só em função do apoio, mas pela sua meta de governo, mais centrada às políticas estaduais.

Sobre elas, Sartori foi evasivo. Não adiantou nenhuma opinião ou futura decisão a respeito de questões que deverão nortear os próximos quatro anos gaúchos – como a decisão do piso salarial dos professores, as concessões do transporte e de obras das estradas, reforma previdenciária, cargos de confiança e pagamento da dívida do estado. Disse que somente irá se manifestar a respeito depois de ter uma decisão do partido tomada acerca do tema do governo. Ele foi, contudo, enfático sobre as contas públicas – que colocam o estado em primeiro lugar na lista dos grandes devedores: “Sempre acreditei em uma coisa: tem que cuidar do cofre. Quem não cuida das finanças não tem dinheiro sobrando para investimento”.

Chapa majoritária

O PMDB estadual irá realizar sua convenção no dia 15 de março, quando irá decidir quem serão os cabeças da chapa majoritária. O nome de Pedro Simon ainda não foi oficializado como concorrente à reeleição no Senado – e o ex-governador Rigotto aguarda a definição para lançar seu próprio nome na disputa pelo cargo. “O governador é a peça central do programa político. Sem ter essa definição, não podemos definir nada”, comentou Ibsen, que ainda contemporizou as candidaturas ao esquema de alianças: “Talvez possamos ter um senador de outro partido, não sabemos. Nada está definido”.

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