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Secretária reitera ajuste fiscal do Governo com economia de R$ 2 bi

Secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, faz um balanço das atividades do Governo, em audiência na Assembleia Legislativa, do primeiro semestre que permitiram o ajuste fiscal para equilibrar as contas do Estado; cortes nas despesas de custeio tem redução de 30% nos orçamentos; secretária informa que o índice de desemprego em Goiás é menos acentuado do que de outros Estados; Ana Carla reiterou que o ajuste fiscal adotado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) continua focado no corte de despesas

Secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, faz um balanço das atividades do Governo, em audiência na Assembleia Legislativa, do primeiro semestre que permitiram o ajuste fiscal para equilibrar as contas do Estado; cortes nas despesas de custeio tem redução de 30% nos orçamentos; secretária informa que o índice de desemprego em Goiás é menos acentuado do que de outros Estados; Ana Carla reiterou que o ajuste fiscal adotado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) continua focado no corte de despesas (Foto: Realle Palazzo-Martini)

Goiás 247 - A Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, presidida pelo deputado Francisco Jr (PSD), recebeu, no Auditório Solon Amaral, a secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, que esteve na Casa para apresentar as contas do Governo de Goiás, relativas ao segundo quadrimestre de 2015.

A secretária fez um balanço das atividades do primeiro semestre que permitiram o ajuste fiscal para equilibrar as contas do Governo do Estado de Goiás. O tema foi abordado antes da avaliação das metas fiscais referentes ao segundo quadrimestre de 2015

A titular da Sefaz reiterou que o ajuste fiscal adotado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) continua focado no corte de despesas, tendo contabilizada redução de 30% nos orçamentos de secretarias e órgãos do Estado.

De acordo com a secretária da Fazenda, houve um crescimento da receita não financeira do Estado de Goiás quando comparado o segundo quadrimestre de 2015 em relação ao de 2014. O patamar do corrente ano da arrecadação ficou em R$ 12.334.104.258, sendo que o previsto para o período foi de R$ 12.584.523.333. Ela afirmou que o Estado perdeu apenas 2% da arrecadação, índice menor do que de outros Estados.

E ainda, o total das despesas não financeiras ficou em R$ 11.507458.705, abaixo do mesmo período do ano anterior numa variação de –10,06%. Desta forma, o resultado primário, que é a diferença entre as receitas e despesas não financeiras, é de R$ 826.645, numa variação de 536,52% em comparação com o segundo quadrimestre de 2014. Ela afirmou que o resultado do segundo quadrimestre de 2015 reflete o ajuste fiscal implementado pelo Estado, e que novos cortes poderão ser realizados para se cumprir a meta para 2015.

A secretária informou ainda que o índice de desemprego é menos acentuado do que de outros Estados brasileiros. Segundo Ana Carla, os resultados negativos no desempenho da economia refletem o cenário nacional em que Goiás está inserido.

Ajuste Fiscal
De acordo com a secretária Ana Carla Abrão, contribuíram para a realização do ajuste fiscal:
- A aprovação de nova Lei das Diretrizes Orçamentárias;
- Cortes nas despesas de custeio que geraram uma economia de R$ 2 bilhões, o maior reajuste proporcional do País;
- O acompanhamento da execução orçamentária com o cumprimento das metas fiscais acordadas na Assembleia;
- Fortalecimento da Receita: crescimento da arrecadação 8,4% nominal, um dos cinco Estados com crescimento real; crescimento da arrecadação em agosto (R$ 339 milhões de ICMS e R$ 63 milhões de IPVA); recuperação de créditos com inscrição de 170 mil processos em dívida ativa no ano;
- Instalação de comitê emergencial para racionalização de contratos com fornecedores; racionalização e saneamento da folha de pagamento; aumento da arrecadação com processos de cobrança administrativa; programa de desmobilização do Estado;
- Contratação da Falconi – Consultoria especializada em equilíbrio fiscal;
- Programa de Modernização da Administração Fazendária (PROFISCO/GO) do BID, que entre outras medidas implanta o novo Modelo de Recuperação de Créditos Tributários Lançados e da nova Sistemática de Auditoria dos setores de energia elétrica, comunicação e substituição tributária interestadual.

Regularização dos repasses
Durante avaliação das metas fiscais relativas ao segundo quadrimestre de 2015, a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, disse que as medidas voltadas para o ajuste fiscal e contrapartidas da União vão permitir a regularização de repasses para a Saúde e o aumento de repasses aos municípios.

No segundo quadrimestre de 2015, o repasse para os municípios aumentou 10,2%, ficando no patamar de R$ 1,94 bilhão. Ano passado, no mesmo período, o montante foi de R$ 1,76 bilhão.

Já a transferência de recursos financeiros para a Secretaria da Saúde foi de R$ 9,8 milhões/mês, de janeiro a junho e, até 2016, o Estado vai repassar para a Pasta R$ 15,6 milhões ao mês.

Esses recursos estão vinculados a depósitos judiciais na ordem de R$ 200 milhões e a aprovação da Lei 13.166/2015 que trata do Fundo de Exportação. O FEX deve garantir para o Tesouro Estadual R$ 156 milhões, dos quais 25% são reservados aos municípios goianos.

De acordo com o Governo estadual, com a aprovação no Congresso do PLC 127/2015, que prevê o fomento às exportações no País para compensar as perdas com a isenção do ICMS nos produtos destinados ao mercado externo, Goiás poderá receber mais de R$ 150 milhões até o final do ano. O projeto segue para sanção presidencial. Ao todo, a União repassará aos Estados, por meio do Fundo de Exportação (FEX), R$ 1,95 bilhão, divididos em quatro parcelas de R$ 487,5 milhões.