Seguros num mundo mais agressivo

As mudanas climticas aumentam as ameaas ao patrimnio pessoal. Saiba como proteger seus bens diante dessa nova e perigosa realidade

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Luciane Macedo _247 - Para onde quer que se olhe, o tema das mudanças climáticas está bem diante de cada um de nós. Pela televisão, com impressionante regularidade, assistimos aos castigos que a natureza vem impondo ao mundo por meio de terremotos, inundações, erupções vulcânicas, estiagens prolongadas, furacões e chuvas torrenciais. O Brasil, que cultiva a fama de estar protegido das grandes catástrofes da natureza, também tem sofrido nesse cenário agitado.

Nas nossas grandes cidades, especialmente na maior delas, São Paulo, as enchentes já entraram na rotina dos cidadãos. No Rio de Janeiro, a região serrana ainda não se recuperou dos delizamentos de terra verificados no início do ano. No Sul do país, a neve que é bonita de ver, mas cujos transtornos são inúmeros, chega a cada vez mais de cidades. No Norte e Nordeste, rios ora transbordam, ora secam. Tudo isso tem afetado a rotina de milhões de pessoas. Para elas, a indústria dos seguros tem desenvolvido produtos que se tornam, na prática, verdadeiros escudos de proteção pessoal e patrimonial contra as intempéries.

"A demanda por seguros sempre aumenta quando acontecem grandes desastres naturais que despertam comoção nacional", reconhece Eduardo Marcelino, presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais). No momento, a modalidade do seguro residencial, antes secundária, passou a fazer parte da carteira de um número crescente de pessoas.

E não é para menos. Segundo o banco de dados da FenSeg, os sinistros em redes elétricas, consequência direta da ocorrência de chuvas, ventos e raios, já ocupam o segundo lugar no ranking de frequência, atrás apenas dos roubos. Perdas por vendavais, muito comuns no interior de São Paulo e no Sul do país, já aparecem em terceiro lugar.

O escopo dos seguros residenciais está se ampliando para atender a esse leque maior de agentes de risco. Mas é bom ficar atento, porque nem todas as modalidades de seguro residencial oferecidas pelo mercado garantem a tranquilidade do segurado depois de tragédias naturais, especialmente enchentes. "O evento que o contrato cobre tem que ser aleatório", explica Marcelino. "Quando algo se torna comum em larga escala, fica naturalmente excluído", previne.

Se você já tem um seguro para sua casa ou apartamento, já está protegido contra danos causados pela queda de raios, explosões ou incêndios, que são itens essenciais de cobertura em qualquer seguro residencial. Uma proteção mais abrangente pode ser adquirida através de itens adicionais à apólice, conforme o perfil do segurado.

Saiba quais são as opções mais comumente contempladas pelos seguros residenciais, o que elas cobrem e como se precaver.

Sobre incêndio, raio e explosão

Esta é a cobertura básica de um seguro residencial. Ela pode incluir danos ao imóvel, aos bens em seu interior ou ambos em caso de incêndio, explosão ou queda de raio. É necessário consultar a seguradora sobre quais bens não estão cobertos, como é o caso de obras de arte, por exemplo. No caso de explosão, algumas empresas especificam de gás, enquanto que outras garantem a cobertura contra explosões de qualquer natureza. Quanto à queda de raios, certifique-se de que o seguro vale para os danos no interior da residência e também no terreno onde está localizado o imóvel. No caso de incêndio, algumas seguradoras também garantem proteção contra os danos causados na tentativa de impedir a propagação das chamas.

Sobre queda de aeronave

Embora acidente de avião não seja um desastre natural, o incremento do tráfego aéreo em todo o território nacional e a localização de aeroportos, pistas de pouso e helipontos em áreas urbanas densamente povoadas levaram algumas seguradoras e fazer deste um item básico de seu seguro residencial. Verifique se esse é o caso da sua apólice.

Danos elétricos

Uma proteção diretamente ligada à ocorrência de chuvas, ventos e raios, que podem ocasionar apagões ou grandes variações de tensão na rede elétrica. Adquira esse item adicional ou um seguro que já tenha essa opção contemplada para se precaver contra o dano ou a perda de aparelhos eletro-eletrônicos em sua casa.

Inundação e alagamento

Este item cobre os danos provocados pela chuva e pelo transbordamento de rios, canais e córregos, caso a água invada a residência segurada.

Desmoronamento

Protege contra prejuízos decorrentes de desmoronamento parcial ou total de paredes, vigas ou outra parte estrutural do imóvel. O desmoronamento deve ser causado por agente externo, como erosão do solo.

Vendaval, ventos e granizo

As empresas usam nomes diferentes para designar, basicamente, o mesmo tipo de cobertura, ou seja, aquela contra os danos provocados, direta ou indiretamente, por ventos de velocidade superior àquela especificada no contrato da seguradora, acompanhados ou não de granizo.

Outros fenômenos

Existem coberturas para outros fenômenos da natureza menos comuns no nosso país, como ciclone, furacão, tornado e terremoto. Algumas empresas oferecem essas opções adicionais ou como parte de um seguro residencial mais sofisticado.

E o carro?

Para se precaver contra enchentes, certifique-se de que você tem um seguro total. Desde 2004, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) determinou que todos os planos de cobertura total se responsabilizem também pelos danos causados pela submersão total ou parcial do veículo em água doce, esteja o veículo na rua ou na garagem ou subsolo de uma casa ou edifício. É o direito de quem tem esse tipo de apólice.

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