Sejana deu senha à CPI: Mestra é laranja de Walter

Mesmo curto, depoimento da ex-sócia da empresa que teria comprado a casa do governador Marconi Perillo, onde Carlos Cachoeira foi preso, deixa claro: a Mestra é laranja de Walter Paulo Santiago, que não conseguiu explicar como comprou uma mansão em dinheiro, por R$ 1,5 milhão, e a emprestou para quem disse nem conhecer; louco de pedra ou falso ingênuo?

Sejana deu senha à CPI: Mestra é laranja de Walter
Sejana deu senha à CPI: Mestra é laranja de Walter (Foto: Edição/247)


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Goiás 247 – O depoimento da ex-sócia da Mestra Administração e Participação na CPI mista na tarde desta terça-feira, 5, foi curto porém revelador. Ela contou que a ideia de a criação da empresa foi do empresário Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão. Pouco antes, Walter afirmou em depoimento que era 'apenas' administrador da Mestra, e que foi nessa condição que ele comprou para a empresa a casa que era do governador Marconi Perillo (PSDB) e onde o contraventor Carlinhos Cachoeira foi preso na Operação Monte Carlo.

A declaração de Sejana reforça a opinião de alguns dos parlamentares da CPI: a Mestra é uma empresa laranja de Walter Paulo. A história do empresário para explicar a compra da casa é como a famosa Estrada de Santos, cheia de curvas. Ele, como administrador da Mestra, teria feito empréstimo da Faculdade Padrão (ou de uma das empresas do grupo) para pagar a casa, já sonhando com o direito de compra futura, para presentear a sua filha. Disse que fez isso porque não tinha dinheiro na época para comprar a casa.

Eis o problema: ele tinha dinheiro para emprestar à Mestra (cujo capital era de R$ 20 mil), para receber sabe-se lá quando, mas não tinha dinheiro para fazer a compra direta. Ele falou também que a Mestra fez a compra como investimento. Ocorre que a casa ficou meses emprestada a Cachoeira e nem o aluguel foi combinado. Eis um prodígio de administração.

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Walter Paulo afirmou ainda que pagou pela casa em dinheiro, mais precisamente, em montinhos de notas de R$ 50 e R$ 100 reais. Cheque? Não usou. Não sabe de nada. A CPI sabe: o governador Marconi Perillo disse que recebeu três cheques em pagamento, assinados por um sobrinho de Cachoeira. Coincidência? Está mais para contradição. À mesma CPI, o braço-direito de Cachoeira e 'corretor' na negociação afirmou que comprou a casa e depois revendeu a casa ao governador.

Agora são três versões para uma mesma história. Situação complicada para o governador Marconi Perillo, que continua sem conseguir explicar o negócio e negar ligações com o contraventor. Também no depoimento de Walter, outro negócio veio à tona. Aliás, um obscuro negócio, envolvendo uma área nobre no centro da capital e um dos clubes mais tradicionais da cidade, o Jóquei Clube. Esse negócio ainda está por ser explicado. O 247 mostrou documentos inéditos da negociação (leia aqui).

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Sejana, no pouco que ficou e no muito pouco que falou, deixou mais suspeitas no ar e a certeza de que o caso da compra e venda da casa que junta Marconi, Cachoeira e Walter Paulo está longe de ser esclarecido. Está mais para ser casa do terror.

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