Sem apoio da Petrobras, escolas de bloco afro param em Salvador
Crise econômica aprofundada desde que o governo Michel Temer tomou o poder após articular o golpe que afastou a presidente eleita Dilma Rousseff, atinge, também, em Salvador, o bloco afro Ilê Aiyê; o principal motivo é o não repasse de duas parcelas de R$ 197 mil do convênio feito com a Petrobras para o projeto "Ilê Construindo o Futuro", que atendia duas escolas - que existem há mais de 20 anos – e beneficiam mais de 300 crianças com atividades educativas, sociais e culturais
Bahia 247 – Crise, esta é a palavra mais usada para descrever o momento vivido no Brasil pelas famílias e empresas desde que o governo Michel Temer tomou o poder após articular o golpe que afastou a presidente eleita Dilma Rousseff do. E como o que está ruim ainda pode piorar como um poço sem fundo, os desmandos na economia agora também são sentidos por entidades culturais com trabalho social.
É o caso, em Salvador do bloco afro Ilê Aiyê, que enfrenta dificuldades econômicas profundas, sem precedentes e nunca antes vividas. Uma dívida de R$ 600 mil está causando a suspensão das atividades de duas escolas, por tempo indeterminado, além da demissão de funcionários.
Além de uma série de motivos que explicam as dívidas – casos de empréstimos bancários, débitos com funcionários, a fundamental é o não repasse de duas parcelas de R$ 197 mil do convênio feito com a Petrobras para o projeto "Ilê Construindo o Futuro", que atendia às escolas.
As unidades de ensino, que existem há mais de 20 anos, que ficam na Senzala do Barro Preto, sede do bloco, são Mãe Hilda – que atende mais de 200 alunos da alfabetização até a 4ª série do ensino fundamental - e Band’ erê, que cuida da educação complementar de 100 crianças e jovens, e fornece aulas de dança, percussão, canto, relações interpessoais (cidadania) e capoeira. Atividades sociais e culturais do bloco afro Ilê Aiyê são reconhecidos no mundo inteiro.