Sem dinheiro e endividado, PT fecha sede em BH
Dívida de R$ 4,3 milhões, a maioria criada na campanha do ex-ministro Patrus Ananias à prefeitura, leva partido a suspender atividades da sede. Até contas de luz, água e internet não estão sendo pagas
Minas 247 - A derrota nas eleições de outubro foram ruins também no aspecto financeiro para o PT de Belo Horizonte. Sem conseguir doadores o suficiente para ajudar na campanha do ex-ministro Patrus Ananias, o diretório municipal assumiu a maior parte dos gastos e das dívidas. Resultado: está quebrado e sem atividades.
A sede, na rua Timbiras (bairro de Lourdes), está fechada: o PT de BH não paga o aluguel há três meses, bem como as contas de telefone, água, luz e internet -- todos os serviços foram cortados.
Leia trecho da matéria de Humberto Santos, do jornal Hoje em Dia:
Enquanto a Executiva Nacional do PT propõe uma “vaquinha” aos militantes para pagar as multas dos condenados pelo mensalão, o diretório de Belo Horizonte não tem dinheiro nem para manter as portas abertas. Com uma dívida de R$ 4,3 milhões, o PT suspendeu as atividades da sede do diretório na capital mineira.
Do total da dívida, R$ 4 milhões são de débitos da campanha do ex-ministro Patrus Ananias à prefeitura. Como a candidatura petista não conseguiu arrecadar dinheiro suficiente para quitar todos os custos, o diretório municipal assumiu a fatura e pagou o pessoal, material e serviços contratados. O PT de Belo Horizonte assumiu os débitos após promessa da Executiva Nacional de ressarcir os gastos.
Os outros R$ 300 mil são de custeio com a administração da sede municipal, pagamento de pessoal e da contratação de serviços. Entre outras despesas, há gastos com material de escritório, alimentação e salários dos funcionários em atraso. Alguns, inclusive, foram dispensados.
Em função da dívida, o PT está há três meses sem pagar o aluguel de R$ 6.700 mensais do imóvel no qual funciona a sede do partido, na rua Timbiras, no bairro de Lourdes. As contas de telefone, água, luz e internet do local também estão atrasadas e, por isso, os serviços foram cortados.
Além da falta de repasse da Executiva Nacional, outro fator que teria “quebrado” o caixa do PT municipal foi o longo processo de decisão de lançar ou não candidatura própria. Com isso, o diretório em gastou recursos além da conta para alugar espaços para realizar encontros e discutir a continuidade na chapa de reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB). O pagamento de viagens dos líderes nacionais para encontros também contribuiu para o déficit.