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Sem João Ribeiro, Araguaína quer eleger novo senador

Está ganhando em força em Araguaína, segunda maior cidade do Tocantins, um movimento político que poderá ter o potencial de influenciar o resultado das eleições de outubro. Trata-se do movimento que pretende eleger um senador com domicílio eleitoral na cidade. Com a morte do senador João Ribeiro (PR), os eleitores de Araguaína viram-se órfãos, já que Ataíde Oliveira (Pros), que assumiu a vaga de Ribeiro, tem mais identificação com a cidade de Anápolis, Goiás, do que propriamente com Araguaína

Está ganhando em força em Araguaína, segunda maior cidade do Tocantins, um movimento político que poderá ter o potencial de influenciar o resultado das eleições de outubro. Trata-se do movimento que pretende eleger um senador com domicílio eleitoral na cidade. Com a morte do senador João Ribeiro (PR), os eleitores de Araguaína viram-se órfãos, já que Ataíde Oliveira (Pros), que assumiu a vaga de Ribeiro, tem mais identificação com a cidade de Anápolis, Goiás, do que propriamente com Araguaína (Foto: Aquiles Lins)

Tocantins 247 - Está ganhando em força em Araguaína, segunda maior cidade do Tocantins, um movimento político que poderá ter o potencial de influenciar o resultado das eleições de outubro. Trata-se do movimento que pretende eleger um senador com domicílio eleitoral na cidade.

Com a morte do senador João Ribeiro (PR), os eleitores de Araguaína viram-se órfãos, já que Ataíde Oliveira (Pros), que assumiu a vaga de Ribeiro, tem mais identificação com a cidade de Anápolis, Goiás, do que propriamente com Araguaína. Segundo apurou o Tocantins 247 com um importante líder político da cidade, outro fator que aumentou a hostilidade dos eleitores araguainenses com relação a Oliveira foi a bandeira empunhada pelo senador do Pros contra o Sistema S.

“Ele atacou duramente o Sistema S, a alavanca que projetou os maiores líderes políticos de Araguaína. Dos quatro presidentes da Fieto [Federação das Indústrias do Tocantins], três são de Araguaína”, disse a fonte, referindo-se a Antônio Cunha, Ronaldo Dimas (PR) e ao atual presidente, Roberto Pires, que inclusive é pré-candidato a governador pelo PP.

Dois personagens estão no centro dessa movimentação em torno de um senador de Araguaína. O prefeito Ronaldo Dimas e o deputado federal Cesar Halum (PRB). Halum tem dito à imprensa que a articulação flutua apenas no campo das ideias e que a certeza é que sairá mesmo candidato a deputado federal.

Tradição. Araguaína sempre se mostrou uma cidade de personalidade, de orgulho próprio. Reivindicou a condição de ser a Capital administrativa do Estado. Perdeu para Palmas, que surgiu do nada. Até hoje ainda paira na lembrança dos políticos mais antigos uma certa mágoa do governador Siqueira Campos (PSDB) por ter preterido Araguaína por uma cidade que nem existia.

Quando o Tocantins foi criado, as três vagas que o estado conquistara no Senado Federal foram definidas da seguinte forma: duas delas seriam para um mandato de seis anos, que expiraria em 1994, e uma com mandato de dois anos, que terminaria em 1990. Assim o Tocantins integraria calendário de renovação já estabelecido no Senado. Desta forma, o primeiro senador eleito por Araguaína foi Carlos Patrocínio, em 1988 pelo PTB. Depois seguiram Leomar Quintanilha e João Ribeiro.

Se o movimento por um político de Araguaína no Senado vai “vingar”, o resultado sairá apenas no dia 5 de outubro. Mas quem souber tirar proveito da entusiasmo até outubro pode sair fortalecido até lá.