Sem medicamento HU suspende quimioterapia
A falta do medicamento Adriamicina está paralisando o atendimento dos pacientes com câncer que precisam se submeter a quimioterapia no Hospital Universitário (HU), em Maceió; Associação de Apoio a Pessoas com Câncer diz que "situação é recorrente e que há quarenta dias, o medicamento está em falta"
Alagoas247 - Pacientes que fazem quimioterapia no Hospital Universitário (HU) estão com o tratamento paralisado devido à falta de um medicamento indispensável denominado Adriamicina. A denúncia chegou nessa quinta-feira (17), à Associação de Apoio a Pessoas com Câncer, que tenta solução junto a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL).
Segundo a presidente da associação, Madalena Matos, o medicamento é de baixo custo, mas só é distribuído aos centros de alta complexidade do HU e da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, onde, neste último, há a substância, mas ela não pode ser disponibilizada para o outro hospital devido à independência de verbas, mesmo as unidades atendendo a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
A denúncia partiu de uma paciente do HU, que depende do medicamento e teve a sessão de quimioterapia suspensa e sem prazo para marcação. Ao receber o material, a presidente entrou em contato com a Coordenação do Núcleo Estadual de Câncer, cujo responsável informou que tentará conseguir a medicação "de forma emprestada" em outros estados.
"A situação é recorrente e não pode continuar desse jeito. São vários pacientes que dependem desse medicamento venoso, mas que não reclamam nem vão em busca de seus direitos porque são carentes e recebem um tratamento adequado. Há quarenta dias, o medicamento está em falta, mas não sei precisar o tempo de suspensão das quimioterapias, porque tem pacientes que dependem dele e outros não", explicou Madalena.
A assessoria do Hospital Universitário esclareceu à reportagem que o fornecedor deve entregar hoje o medicamento, e a previsão é de que o tratamento seja retomado no início da próxima semana.
OAB
A secretaria de Direitos Humanos da OAB informou à presidente da Associação que está reunindo toda a documentação relativa ao problema de saúde e, na próxima, deve protocolar a denúncia junto ao Ministério Público Estadual (MPE). Esta será a segunda denúncia feita pelo Ordem em menos de um mês.
"Desde a inauguração do 2º Centro de Saúde, situado na Praça Maravilha, no Poço, equipamentos destinados a detectar câncer de mama e cólo de útero, Hanseníase e Tuberculose, estão parados devido à falta de estrutura física para comportá-los. A secretaria de Saúde, por sua vez, informou que, em agosto, o local estará em pleno funcionamento", relatou Madalena.
Com gazetaweb.com
