Seminário vai avaliar impactos da seca do semiárido brasileiro no período 2010 - 2016

Entre 30 de novembro e 2 de dezembro Fortaleza sediará o Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro. Estarão representados no seminário os nove estados do Nordeste, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além do Governo Federal e de Instituições Internacionais

Entre 30 de novembro e 2 de dezembro Fortaleza sediará o Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro. Estarão representados no seminário os nove estados do Nordeste, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além do Governo Federal e de Instituições Internacionais
Entre 30 de novembro e 2 de dezembro Fortaleza sediará o Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro. Estarão representados no seminário os nove estados do Nordeste, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além do Governo Federal e de Instituições Internacionais (Foto: Fatima 247)

O semiárido brasileiro vem atravessando, desde 2010, uma das secas plurianuais mais severas de que se tem notícia. Apesar da secular experiência nacional de políticas públicas para o enfrentamento das secas do Nordeste, os impactos econômicos, sociais e ambientais ainda se fazem sentir fortemente. Além de queda na produção agropecuária e de impactos negativos em outras atividades econômicas, há séria crise no abastecimento de água, com muitos reservatórios já secos ou em situação crítica.

No entanto, há muitas lições a aprender que podem contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas nos nossos Estados e no Governo Federal, inclusive levando em conta cenários futuros de mudanças climáticas. Dessa forma, será realizado em Fortaleza-CE, entre os dias 30 de novembro, 1º e 2 de dezembro, o Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro, que tem objetivo de documentar aspectos climáticos, impactos, respostas e lições para subsidiar futuras estratégias de adaptação aos impactos das secas no contexto de mudanças climáticas e crescente pressão antrópica e contribuir para o aperfeiçoamento da Política Nacional sobre Secas.

O Centro Administrativo do Banco do Nordeste, no Bairro Passaré, será o local do Seminário, que é uma realização do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e do Governo do Estado do Ceará, através da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O evento tem apoio do Banco Mundial, Banco do Nordeste, Agência Nacional das Águas (ANA), Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Integração.

O evento reunirá representantes de várias instituições federais, estaduais e internacionais, com a participação direta dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo. De acordo com Antônio Rocha Magalhães, do CGEE, o Seminário de Avaliação servirá como um registro do mais prolongado período de seca, pois, nos sete anos entre 2010 a 2016, seis foram de estiagem no semiárido nordestino. A exceção foi o ano de 2011. "Isso é um fato histórico e tentaremos evitar o que aconteceu no passado, quando as ações eram somente de reação à Seca. Acreditamos que a política de enfrentamento e convivência com a estiagem deve permanecer em anos com boas chuvas também".

Documentação histórica

Durante a abertura do Seminário, o CGEE lança, em parceria com o Banco Mundial, o livro "Secas no Brasil – Política e Gestão Proativas", que traz uma documentação de dados, análises e imagens da atual estiagem no semiárido. Também será lançada uma versão em inglês, publicada nos Estados Unidos.

Fará parte da programação do evento uma Exposição de Fotografias sobre a Seca no Nordeste, com imagens feitas pelos fotógrafos Dorte Verner (Banco Mundial), Juliana Lima de Oliveira (Funceme), Leandro Castro (Funceme), Bruno Zaranza (Funceme) e Giullian Nicola Lima dos Reis (Funceme). As fotos são registros de viagens de campo ao Sertão do Ceará nos anos de 2015 e 2016, e de missões recentes do Banco Mundial no semiárido brasileiro.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da FUNCEME - Fundação Cearense 
de Meteorologia e Recursos Hídricos

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