Senadores baianos esperam rejeição da reforma trabalhista no plenário
Baianos esperam rejeição da reforma trabalhista no plenário do Senado, após a Comissão de Constituição e Justiça aprovar o relatório; com voto em separado, a senadora Lídice da Mata (PSB) reiterou seu posicionamento de que o projeto "é uma crueldade contra o trabalhador brasileiro"; a senadora baiana lembrou que o relatório não considerou nenhuma das mais de 780 emendas apresentadas pelos diversos senadores; "Não há saída. A única saída é votar completamente não. É dizer não a uma reforma trabalhista que é prejudicial ao trabalhador brasileiro; destruidora da Justiça do Trabalho no Brasil; e que pune de forma mais profunda ainda o direito da mulher trabalhadora em nosso País"; o senador Otto Alencar (PSD) também tem esperança de a matéria ser reprovada em plenário
Bahia 247 - Baianos esperam rejeição da reforma trabalhista no plenário do Senado, após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovar o relatório da proposta do Planalto. Com voto em separado, a senadora Lídice da Mata (PSB) reiterou seu posicionamento de que o projeto "é uma crueldade contra o trabalhador brasileiro".
A senadora baiana lembrou que o relatório não considerou nenhuma das mais de 780 emendas apresentadas pelos diversos senadores. "Não há saída. A única saída é votar completamente não. É dizer não a uma reforma trabalhista que é prejudicial ao trabalhador brasileiro; destruidora da Justiça do Trabalho no Brasil; e que pune de forma mais profunda ainda o direito da mulher trabalhadora em nosso País", afirmou a socialista.
Após a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, a matéria segue para votação em plenário, onde Lídice da Mata tem esperança de rejeição. O plenário do Senado é composto por 81 parlamentares, e para aprovar o projeto, o governo precisa apenas de maioria simples, que é metade mais um. Para Lídice, a reforma trabalhista é "cruel e perversa". Ela aclama seus correligionários e os demais aliados de oposição a "não admitir sua aprovação".
"Esperamos que o Senado possa votar não à reforma trabalhista, uma reforma imposta por um governo cada vez mais sem legitimidade pela realidade da política brasileira. A alternativa do bom senso e da racionalidade nos conduziria a continuar debatendo a reforma, sem votar hoje (na CCJ) e sem votar no plenário, pois este governo não tem condições de dar sustentação a uma reforma desta natureza. E este governo e esta reforma levarão a um conflito de classes no País", a senadora do PSB.
Quem também é terminantemente contra a proposta de reforma trabalhista é o senador Otto Alencar (PSD). Ele também demonstra esperança de que o governo seja derrotado em plenário, e assim como afirma Lídice da Mata, ele reclama do fato de o governo não permitir nenhuma emenda ao texto original, nem mesmo de senadores da base de sustentação ao Planalto.
"Eu fiz quatro emendas e não aceitaram. Nenhuma emenda foi aceita. E essas emendas corrigiriam fatos negativos para a segurança do trabalho. Se aceitassem essas emendas, nós votaríamos a favor. Só que o governo não quis aceitar nenhuma emenda de nenhum senador da composição, porque desejava que o presidente vetasse o que ele achasse que deveria vetar ou então pudesse corrigir o que era nocivo ao trabalhador por medidas provisórias. Nós votamos contra exatamente por isso, pela intransigência do governo", diz Otto.