Será o fim ou a reformulação do OP?

A Prefeitura do Recife deu o primeiro passo para substituir o Orçamento Participativo, considerado a menina dos olhos da gestão petista desde a sua implantação, em 2001, por um novo modelo de participação social; o prefeito Geraldo Julio nega o fim do programa, mas diz que é preciso reformulá-lo; existem mais de mil demandas represadas e cerca de 80% delas não possuem projetos; eleições para escolha de novas obras e delegados está suspensa

Será o fim ou a reformulação do OP?
Será o fim ou a reformulação do OP?

PE247 – A Prefeitura do Recife (PCR) deu o primeiro passo para substituir o Orçamento Participativo (OP), considerado a menina dos olhos da gestão petista desde a sua implantação em 2001, na gestão do ex-prefeito do PT João Paulo, por um novo modelo de participação social. Representantes do Executivo municipal realizaram a primeira das 18 reuniões, nesta segunda-feira (15), com os delegados do programa, no Centro de Formação de Educadores Paulo Freire, na Madalena, Zona Oeste do Recife. Apesar de negar o fim do programa e garantir que o OP terá continuidade, uma das principais medidas do prefeito Geraldo Julio (PSB) foi a suspensão da eleição de novas obras a serem executadas e também dos novos delegados. A prioridade é colocar em prática a execução de obras que não saíram do papel, algumas desde 2003.

Ao todo, foram levantadas 1.045 demandas, de acordo com a Secretaria Municipal de Governo e Participação Social, sendo que cerca de 80% delas nem sequer possuem projetos. “Muitas das demandas já tem projeto e o Prefeito Geraldo Júlio (PSB) autorizou o início do processo de licitação. Para o restante, também já foi autorizado a elaboração dos projetos. As obras que não derem para começar este ano entrarão no Plano Plurianual (PPA) e no Orçamento de 2014. Pela primeira vez as obras do OP estarão dentro de uma lei orçamentária”, afirmou o secretário Sileno Guedes.

O encontro reuniu mais de 40 dos 77 delegados convidados da Microrregião 4.1, que contempla os bairros do Cordeiro, Ilha do Retiro, Iputinga, Madalena, Prado, Torre e Zumbi. Ficou decidido que os ciclos, debates de obras que iriam à votação, terão o formato de fóruns, onde qualquer cidadão pode participar, sem necessidade de eleição de sua comunidade ou bairro.

“É natural que exista um número grande de demandas não realizadas. A capacidade de ouvir é maior do que a capacidade da Prefeitura em realizar as obras. O OP é um instrumento muito importante que deu poder e voz ao povo em todo o Brasil e no Recife não foi diferente. Agora, é preciso dar um passo além e aumentar ainda mais a participação popular. As redes sociais, por exemplo, precisam ser escutadas, não podem ficar de fora de um modelo de gestão participativa”, declarou Guedes.

Conforme a Secretaria de Governo e Participação Social da prefeitura, as reuniões ocorrerão até o dia 24 deste mês ao ritmo de duas a cada dia. Durante as reuniões, interlocutores do Executivo municipal convocarão os delegados para os Fóruns Microrregionais que começam na primeira semana de agosto, onde a prefeitura detalhará como será o funcionamento do novo modelo de Gestão Participativa da cidade. Todos os 907 delegados foram convidados pessoalmente para participar dos eventos que acontecerão em cada uma das microrregiões da cidade.

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