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Sergipe pode abrigar complexo de usinas de energia nuclear

Os municípios com sítios potenciais a receber o empreendimento são Gararu, Porto da Folha e Poço Redondo; construção deve produzir 7.200 megawatts (MW) de energia, movimentar um valor equivalente a US$ 5 bilhões para cada usina, podendo atingir até U$ 30 bilhões de investimento, com geração de 2 mil empregos; para tratar sobre este assunto, o governador Jackson Barreto recebeu uma equipe de técnicos da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, e executivos e profissionais da empresa China National Nuclear Corporation (CNNC) [Corporação Nacional Nuclear da China], grupo investidor que já atua na América do Sul

Os municípios com sítios potenciais a receber o empreendimento são Gararu, Porto da Folha e Poço Redondo; construção deve produzir 7.200 megawatts (MW) de energia, movimentar um valor equivalente a US$ 5 bilhões para cada usina, podendo atingir até U$ 30 bilhões de investimento, com geração de 2 mil empregos; para tratar sobre este assunto, o governador Jackson Barreto recebeu uma equipe de técnicos da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, e executivos e profissionais da empresa China National Nuclear Corporation (CNNC) [Corporação Nacional Nuclear da China], grupo investidor que já atua na América do Sul (Foto: José Barbacena)

Agência Sergipe - Sergipe pode abrigar um complexo de usinas de energia nuclear, com capacidade de até seis unidades, na área do Baixo São Francisco. Os municípios com sítios potenciais a receber o empreendimento são Gararu, Porto da Folha e Poço Redondo. A construção deve produzir 7.200 megawatts (MW) de energia, movimentar um valor equivalente a US$ 5 bilhões para cada usina, podendo atingir até U$ 30 bilhões de investimento, com geração de, aproximadamente, 2 mil empregos.

Para tratar sobre este assunto, o governador Jackson Barreto recebeu na segunda-feira, 11, uma equipe de técnicos da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, e executivos e profissionais da empresa China National Nuclear Corporation (CNNC) [Corporação Nacional Nuclear da China], grupo investidor que já atua na América do Sul. A estatal chinesa, já em 2014, possuía quatro centrais nucleares instaladas em seu país, com capacidade de 6,5 mil megawatts (MW) e mais cinco complexos em construção, que podem gerar 12,5 mil MW.

O governador acompanhou a apresentação do projeto da Eletronuclear, ouviu sobre a atuação do grupo chinês e se colocou a disposição das empresas. Ele ainda afirmou que o Governo do Estado continuará participando das discussões e que este é o primeiro passo do processo de instalação do complexo nuclear no Brasil.

“Estamos fazendo os primeiros entendimentos e pretendo fazer uma visita a Angra dos Reis. Estamos também demonstrando interesse para nos inserir nesse contexto e para que exista uma definição ao longo dos anos para que a União, através de um consórcio co-financiado, possa amanhã vislumbrar essa questão da energia. É evidente que, onde quer que seja instalado o complexo, a sociedade vai ter que ser ouvida, e que não podemos deixar de fazer política em longo prazo e pensar no futuro de Sergipe e do país dentro dessa discussão de alternativas para busca de energia”, declarou.

Jackson Barreto também comentou que existe uma preocupação com o meio ambiente e que o país precisa buscar alternativas de geração energia. “A China tem um know-how [conhecimento] muito forte, haja vista que começaram a estudar a implantação de usina nuclear em 1955, e hoje é um país com mais de 30 usinas e estão implantando em várias localidades. Nosso Brasil é continental e carente, principalmente na região Nordeste, de formas alternativas de energia. Estamos vendo o que ocorre com nossos rios, a partir do São Francisco, e não sabemos o que vai nos acontecer no futuro. E sem energia, como vamos desenvolver esse país? Não estou dizendo que a energia nuclear seja a única, pois existem alternativas, mas é a mais utilizada no mundo inteiro atualmente”, acrescentou.


A respeito da escolha do local no país onde será construída a central nuclear, isso dependerá de aspectos geográficos, demográficos, meteorológicos, hidrológicos, geológicos, sismológicos e geotécnicos. A vinda da Eletronuclear e da CNNC a Sergipe serve como base na elaboração de estudos técnicos para avaliar qual a área mais adequada para a instalação de centrais nucleares. Os profissionais permanecem em missão no estado até quarta-feira, 13.