Servidores anunciam greve
Os servidores do município de Maceió decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 6 de novembro; o motivo é o não cumprimento do acordo salarial, que deveria ter sido pago no salário de outubro, por parte da prefeitura; percentual mínimo de funcionários nas repartições públicas será cumprido
Alagoas247 - Sob a justificativa de que o acordo para melhoria salarial não foi cumprido pela Prefeitura de Maceió, os servidores públicos do município decretaram, na manhã desta sexta-feira (31), uma greve geral por tempo indeterminado. A paralisação começa na quinta-feira da semana que vem. A decisão foi tomada durante assembleia geral, realizada na Praça Marechal Deodoro da Fonseca, no centro da capital, com a presença de dezena de funcionários de vários segmentos. Somente os professores da rede municipal ficam de fora da mobilização.
Os servidores avisam que só retornam ao trabalho quando o índice de 5%, referente às progressões salariais vencidas este ano, seja pago pela Prefeitura. Caso contrário, as categorias permanecem em estado de mobilização e com a manutenção do percentual mínimo de trabalho nas repartições públicas. O referido pagamento seria incorporado nos vencimentos dos trabalhadores do mês de outubro, o que acabou não acontecendo.
"Eles alegam que não assinamos um documento, mas eles querem que a gente assine esse documento dizendo que qualquer negociação salarial só pode ser feita a partir de maio do ano que vem. No entanto, a nossa data-base é em janeiro e não aceitamos essa condição", avalia Sidney Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana (Sindspref).
O líder informa que os sindicatos que representam os diversos segmentos do Município enviaram um documento para o Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas por meio do qual concordavam com o acordo, com exceção da cláusula que empurra a negociação para 2015. "A Prefeitura nem procurou a gente, porque ela fica só enrolando e não cumpre nada. Vamos ficar em greve até o pagamento das progressões e, em janeiro, que é a nossa data-base. Vamos só discutir o restante da pauta com os trabalhadores", acrescenta o presidente do Sindspref.
São bandeiras de luta dos servidores públicos de Maceió a cobrança por melhores condições de trabalho, além do pagamento de insalubridade e titulação. O funcionalismo sustenta que nenhum desses benefícios estaria sendo pago.
Alessandro Fernandes, membro do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Maceió (Sindsaúde), explica que a decisão tomada em assembleia será comunicada ao TJ e à Administração nesta sexta-feira. Como a lei prevê um prazo de 72 horas úteis, a partir da data da comunicação, a greve dos servidores públicos municipais de Maceió começa oficialmente na próxima quinta-feira (6).
Com gazetaweb.com