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Servidores da Ufal ocupam prédio da reitoria

Os servidores administrativos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ocuparam o prédio da reitoria na madrugada desta quarta-feira (28), bloqueando as duas entradas do edifício, situado no campus de Maceió; ato acontece de forma sincronizada em todas as universidades do país com o objetivo de chamar a atenção do governo federal

Os servidores administrativos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ocuparam o prédio da reitoria na madrugada desta quarta-feira (28), bloqueando as duas entradas do edifício, situado no campus de Maceió; ato acontece de forma sincronizada em todas as universidades do país com o objetivo de chamar a atenção do governo federal (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Os servidores administrativos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal)ocuparam o prédio da reitoria na madrugada desta quarta-feira (28), bloqueando as duas entradas do edifício, situado no campus de Maceió, na parte alta da cidade. A ocupação aconteceu diante da falta de negociação do governo com os trabalhadores, que estão em greve há mais de 2 meses.

Segundo Emerson Oliveira, integrante do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), o ato acontece de forma sincronizada em todas as universidades do país com o objetivo de chamar a atenção do governo federal.

Os servidores chegaram ao prédio da reitoria por volta das 4h30 e a expectativa é que eles permaneçam por lá durante todo o dia. "Não temos hora para sair daqui. Vamos tomar café da manhã, almoçar e continuar no prédio até que o governo sente para negociar. Estamos interditando as entradas e ninguém trabalha hoje no prédio", destaca o representante da categoria.

Ao longo do dia, uma assembleia será realizada no local para definir os próximos rumos da mobilização. Segundo Emerson, apesar da ocupação, o patrimônio está sendo preservado.

Na pauta de reivindicações dos trabalhadores das universidades federais constam, entre outras coisas, a política salarial permanente; a paridade entre ativos, aposentados e pensionistas; a definição de data-base; a regulamentação da negociação coletiva e a adoção de diretrizes para o plano de carreira dos trabalhadores.

Eles também são contrários à privatização dos hospitais universitários. "As universidades do país estão mobilizadas hoje porque o governo federal se recusa a sentar conosco para negociar. A greve já dura quase 80 dias e até agora não tivemos nenhum posicionamento. O estopim da paralisação foi o não cumprimento do acordo feito durante a última greve", explica Emerson.

A ocupação deve continuar durante toda esta quarta-feira e a expectativa é que a quantidade de servidores no local aumente ao longo do dia.

Com gazetaweb.com