Servidores de Aracaju realizam assembleia e podem decidir por greve

"Durante a assembleia vamos apresentar o resultado da reunião com o prefeito e fazermos os encaminhamentos necessários que a categoria considerar importantes. O indicativo de greve pode surgir na pauta, não está descartado", disse a sindicalista Maria das Graças Nunes, do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Saúde do Estado de Sergipe; além do reajuste salarial, as categorias também têm como pautas o pagamento retroativo da data-base, horas extras e tempo integral e reestruturação de uma mesa de negociação entre os servidores e a prefeitura

Servidores de Aracaju realizam assembleia e podem decidir por greve
Servidores de Aracaju realizam assembleia e podem decidir por greve

Kátia Azevedo, do Jornal do Dia - Cerca de quinze representações sindicais realizam nesta terça-feira, às 15h, na sede do Sindicato dos Bancários, uma Assembleia Geral Unificada para discutir estratégias de mobilização com o objetivo de pressionar a Prefeitura Municipal de Aracaju a fazer uma revisão do reajuste salarial concedido às categorias. A Assembleia Unificada reunirá servidores da administração direta do município, além de outras categorias como profissionais de saúde, educação e diversas áreas que compõem o quadro funcional da prefeitura.

Os trabalhadores integram o Movimento Intersindical, que vem mobilizando as categorias para reivindicar do prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), a revisão do reajuste de 5%, contestado pelos funcionários públicos. "A nossa expectativa é de um aumento de 7,5%, considerando as perdas salariais dos últimos anos e o ajuste financeiro da receita do município", explica a dirigente sindical Maria das Graças Nunes, do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa).

"Durante a assembleia vamos apresentar o resultado da reunião com o prefeito e fazermos os encaminhamentos necessários que a categoria considerar importantes. O indicativo de greve pode surgir na pauta, não está descartado", disse a sindicalista. Ontem pela manhã, as lideranças sindicais estiveram reunidas na sede da Central do Trabalhador Brasileiro, no Sindicato dos Bancários, para preparativos da assembleia de hoje.

Na última sexta-feira, o prefeito se reuniu com a comissão do Movimento Intersindical no Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos para ouvir as reivindicações dos servidores públicos de Aracaju. Na oportunidade, foi entregue documento com demandas que os sindicatos pretendem discutir com o executivo municipal. Além de rejeitarem o índice concedido pela prefeitura, os trabalhadores também reclamam que não foram ouvidos pelo prefeito para tomar a decisão.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Aracaju (Sepuma), Nivaldo Fernandes, também contesta os números apresentados pela prefeitura para justificar o índice de 5%. "O aumento concedido pela prefeitura ficou abaixo da inflação anual acima dos 7%", lembra. Também na avaliação de Nivaldo Fernandes, o legislativo municipal deve participar das discussões e apoiar os servidores municipais, entendendo que os 300 cargos de comissão previstos em 14 projetos aprovados pelos vereadores contribuem para aumentar os gastos públicos e suprimem direitos de efetivos.

Além do reajuste salarial, as categorias também têm como pautas o pagamento retroativo da data-base, horas extras e tempo integral e reestruturação de uma mesa de negociação entre os servidores e a prefeitura. Sobre este último item, já está agendada uma reunião com os secretários Nilson Lima e Marlene Calumby e os sindicatos na próxima quinta-feira pela manhã. A reunião será na sede da prefeitura, no Centro Administrativo. Das reivindicações, a abertura da mesa de negociação é, por enquanto, a única demanda atendida pela prefeitura.

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