Servidores do Clínicas e do GHC fazem paralisação

O Sindisaúde e outros 14 sindicatos de trabalhadores do Hospital de Clínicas e do Grupo Hospitalar Conceição realizam uma paralisação contra as propostas de modificação nos acordos coletivos das categorias, feitas pelas direções dos hospitais, que pode levar à retirada de direitos como o vale alimentação; a paralisação está afetando os atendimentos não emergenciais nos hospitais de Clínicas, Conceição, Cristo Redentor, Fêmina, na UPA Zona Norte e em mais 13 postos de saúde; os trabalhadores fazem piquetes diante das instituições

29/05/2017 - Porto Alegre, RS - Funcionários do clínicas realizam paralisação. Foto: Maia Rubim/Sul21
29/05/2017 - Porto Alegre, RS - Funcionários do clínicas realizam paralisação. Foto: Maia Rubim/Sul21 (Foto: Leonardo Lucena)

Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - O Sindisaúde e outros 14 sindicatos de trabalhadores do Hospital de Clínicas e do Grupo Hospitalar Conceição realizam nesta segunda-feira (29), das 7h às 19h, uma paralisação contra as propostas de modificação nos acordos coletivos das categorias, feitas pelas direções dos hospitais, que pode levar à retirada de direitos como o vale alimentação. A paralisação está afetando os atendimentos não emergenciais nos hospitais de Clínicas, Conceição, Cristo Redentor, Fêmina, na UPA Zona Norte e em mais 13 postos de saúde. Desde o início da manhã, os trabalhadores fazem piquetes diante das instituições.

Arlindo Ritter, presidente do Sindisaúde, uma das entidades que convocou o ato, explica que não há paralisação total dos serviços, mesmo dos atendimentos não emergenciais, mas sim redução. As emergências, urgências e pacientes já internados são atendidos normalmente.

Segundo ele, a mobilização desta segunda é mais um “alerta” para a população sobre a situação nas instituições. Ele diz que a revolta dos trabalhadores diz respeito, especialmente, à proposta das direções, tanto do Clínicas quanto do GHC, de revisar acordos coletivos que podem resultar na retirada de direitos conquistados, como o vale alimentação. No GHC, a direção também queria retirar a licença prêmio de seis dias para servidores bem avaliados e a licença capacitação de cinco dias.

Ritter argumenta que, caso efetivamente ocorra, a retirada do vale alimentação representará uma perda salarial que varia de 15% a 30% na maioria das categorias de trabalhadores dos hospitais – o vale no Clínicas é de R$ 478 e, no Conceição, de R$ 372.

“A proposta de retirar o vale pegou muito mal entre os trabalhadores, gerou muita indignação”, diz Julio Cesar Jesien, secretário-geral do Sindisaúde que participava da mobilização diante do Clínicas nesta manhã.

Segundo ele, entre 100 e 150 pessoas participam dos piquetes diante do Clínicas, a maioria formada por profissionais de nível médio, técnicos e enfermeiros, que se alternam no piquete em rodízio. Julio aponta que os usuários do sistema estão sendo conduzidos para acessar o Clínicas pela portaria principal nesta manhã, mas diz que não há restrição de acesso nem para a população nem para trabalhadores.

Valmor Guedes, presidente da Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (Aserghc), salienta que o dia de mobilização faz parte do calendário de lutas das categorias e que demonstra que os trabalhadores não irão recuar. Ele salienta ainda que o movimento também é pautado pela luta contra a ampliação das terceirizações nas instituições e por temas nacionais, como as reformas trabalhista e da Previdência. Segundo ele, também é uma preparação para uma greve geral maior do que a realizada no dia 28 de abril.

Além do Sindisaúde-RS, convocaram o ato o Sipergs, Sergs, Sisergs, Sasers, Sinurgs, Sinditest-RS, Sindifars, Simers, Sinttargs, Soergs, Sindfond-RS, Sindaergs, Sindbio e Senge-RS.

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