Servidores exigem criação da CPI da Saúde na capital

Dezenas de servidores da área da saúde cobraram na Câmara Municipal de Porto Alegre a assinatura de um requerimento que solicita a instalação de uma CPI para investigar a gestão na área; tudo isso enquanto o secretário municipal da Saúde, Carlos Casartelli (PTB), tentava defender seu trabalho à frente da pasta em pronunciamento na tribuna; para justificar a abertura de uma CPI, os servidores listaram fatos como assassinato do ex-secretário da Saúde Eliseu Santos; doação não-declarada da empresa GSH para campanha de Casartelli; sucateamento da rede assistencial básica e contratação de laboratórios sem contrato

Dezenas de servidores da área da saúde cobraram na Câmara Municipal de Porto Alegre a assinatura de um requerimento que solicita a instalação de uma CPI para investigar a gestão na área; tudo isso enquanto o secretário municipal da Saúde, Carlos Casartelli (PTB), tentava defender seu trabalho à frente da pasta em pronunciamento na tribuna; para justificar a abertura de uma CPI, os servidores listaram fatos como assassinato do ex-secretário da Saúde Eliseu Santos; doação não-declarada da empresa GSH para campanha de Casartelli; sucateamento da rede assistencial básica e contratação de laboratórios sem contrato
Dezenas de servidores da área da saúde cobraram na Câmara Municipal de Porto Alegre a assinatura de um requerimento que solicita a instalação de uma CPI para investigar a gestão na área; tudo isso enquanto o secretário municipal da Saúde, Carlos Casartelli (PTB), tentava defender seu trabalho à frente da pasta em pronunciamento na tribuna; para justificar a abertura de uma CPI, os servidores listaram fatos como assassinato do ex-secretário da Saúde Eliseu Santos; doação não-declarada da empresa GSH para campanha de Casartelli; sucateamento da rede assistencial básica e contratação de laboratórios sem contrato (Foto: Leonardo Lucena)

Samir Oliveira, Sul 21 - A Câmara Municipal de Porto Alegre viveu uma tarde agitada e tensa nesta segunda-feira (24). Dezenas de servidores da área da saúde lotaram as galerias do plenário e cobravam dos vereadores a assinatura de um requerimento que solicita a instalação de uma CPI para investigar a gestão na área. Tudo isso enquanto o secretário municipal da Saúde, Carlos Casartelli (PTB), tentava defender seu trabalho à frente da pasta em pronunciamento na tribuna.

Os trabalhadores que apoiam o secretário lotaram as galerias do lado esquerdo do Plenário Otávio Rocha. Tidos pelos servidores presentes como CCs (cargos em comissão) da secretaria, eles aplaudiam de forma entusiasmada as falas de Casartelli. Do lado direito estavam os servidores concursados da saúde, que xingavam o secretário e gritavam em coro aos vereadores: “Assina a CPI!”.

De acordo com informações do site da Câmara de Porto Alegre, divulgadas no último dia 11, foram listados os seguintes fatos para justificar a CPI: “contratação da empresa Sollus; assassinato do ex-secretário da Saúde Eliseu Santos; denúncias relacionadas com a empresa Reação; edição do livro Os Zumbis da Pedra por aproximadamente R$ 1 milhão sem licitação; contratação sem licitação do Sistema Aghos; doação não-declarada da empresa GSH para campanha do candidato Carlos Casartelli (secretário municipal da Saúde); convênios sem contrato; locações de prédios sem uso há mais de dois anos; sucateamento da rede assistencial básica; contratação de laboratórios sem contrato; campanha de Casartelli financiada por laboratórios contratados pela SMS; informatização da rede assistencial paga e não realizada; repasse do Hospital Independência ao Hospital Divina Providência; crise no Hospital Porto Alegre.”

O descontentamento dos trabalhadores era dirigido principalmente à bancada do PT, que possui cinco vereadores – sendo que nenhum deles assinou o requerimento. Se os parlamentares petistas, que fazem oposição ao governo de José Fortunati (PDT), subscreverem o documento, a CPI será implementada, já que precisa de 12 assinaturas para sair do papel e já conta com pelo menos nove. Vereador do PT, Mauro Pinheiro disse que somente apoiará o pedido de CPI se os autores do requerimento – Thiago Duarte (PDT) e Cláudio Janta (SD) – se reunirem com a bancada e explicarem em detalhes os motivos que embasam a investigação.

No dia 11, servidores da saúde entregaram ao vereador Thiago Duarte um abaixo assinado com quase 800 assinaturas solicitando a criação da CPI. O documento aponta 14 motivos que embasariam as investigações. Contudo, o secretário iniciou sua fala na Câmara afirmando que pediu o abaixo assinado à Casa e teria sido informado de que ele não teria sido protocolado em nenhuma instância interna.

*Com informações da Câmara de Porto Alegre

Em resposta, Thiago Duarte apresentou o documento na tribuna, mas o secretário disse não reconhecer o caráter oficial do ato, já que o abaixo assinado não está em nenhuma instância da Câmara. O vereador rebateu dizendo que o documento foi remetido à Procuradoria do Parlamento antes de ser enviado à prefeitura, já que os parlamentares desejam proteger os servidores que apoiaram a iniciativa contra represálias.

Em uma indireta à Thiago Duarte, Carlos Casartelli lamentou que “algumas questões políticas estejam sendo transformadas em questões pessoais”. O secretário procurou dar informações positivas sobre seus cinco anos à frente da pasta, como o aumento de 80 para 220 equipes de saúde da família – das quais 195 possuem médico. E atribuiu os problemas financeiros a repasses aquém do necessário pelos governos federal e estadual.

Dos dez vereadores que se pronunciaram, os mais aplaudidos pelos servidores foram Clàudio Janta (SD), Fernanda Melchionna (PSOL) e Thiago Duarte, que foram os que adotaram um tom mais crítico em relação ao secretário. “Há uma reforma interminável no HPS que massacra os trabalhadores e os pacientes, que estão sem ar condicionado”, criticou Fernanda. Casartelli alegou “azar” para o estrago nos aparelhos, argumentando que é natural que problemas desse tipo ocorram.

Quando o secretário foi fazer seu pronunciamento de encerramento, já no final da sessão, a grande maioria dos vereadores já havia deixado o plenário e, em seguida, os servidores também se retiraram, deixando Casartelli discursando para um público bastante diminuto. O secretário deixou a Câmara Municipal escoltado por quarto agentes da Guarda Municipal e um segurança do Parlamento.

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