Servidores protestam contra manobras de Doria para aprovar reforma na previdência

Milhares de servidores públicos se reúnem em frente à Câmara Municipal de São Paulo para exigir a retirada do Projeto de Lei que versa sobre a reforma da previdência dos trabalhadores; o prefeito João Doria (PSDB) articula com sua base de vereadores para aprovar a matéria rapidamente, antes que ele deixe o cargo, no dia 7 de abril, para concorrer ao governo do estado; mais uma vez os servidores mostram unidade e comparecem em peso para se manifestar, mesmo debaixo de um forte de 35 graus na capital paulista, gritando palavras de ordem contra Doria

Servidores protestam contra manobras de Doria para aprovar reforma na previdência
Servidores protestam contra manobras de Doria para aprovar reforma na previdência (Foto: Esq.: Wilson Dias - ABR / Dir.: RBA)
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Por Gabriel Valery, da RBA - Milhares de servidores públicos se reúnem desde a manhã de hoje (20) em frente à Câmara Municipal de São Paulo para exigir a retirada do Projeto de Lei (PL 621), que versa sobre a reforma da previdência dos trabalhadores. O prefeito João Doria (PSDB) articula com sua base de vereadores para aprovar a matéria rapidamente, antes que ele deixe o cargo, no dia 7 de abril, para concorrer ao governo do estado.

Mais uma vez os servidores mostram unidade e comparecem em peso para se manifestar, mesmo debaixo de um forte de 35 graus na capital paulista, gritando palavras de ordem contra Doria. A categoria teme por manobras do prefeito para tentar aprovar de qualquer forma o PL.

Ontem, o presidente da Casa, vereador Milton Leite (DEM), agendou para hoje (20) um total de 21 sessões extraordinárias, um número fora do comum para os padrões da Câmara. Há  sessões previstas para iniciar à 0h05 de amanhã, entre outras irregularidades na agenda, o que mostra disposição da base governista de tentar apressar a matéria por meio de manobras regimentais.

A avaliação do presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), Sérgio Antiqueira, é de que o prefeito vê sua força dentro da Casa se esvair diante de tantas manifestações populares contra seu projeto. “O governo deve estar desesperado pois ele deve estar avaliando que ainda não tem os 28 votos. Ele chegou a ter mais de 40 votos mas, com a grande mobilização dos servidores, cada dia mais vereadores deixam de apoiar (a reforma da previdência municipal)”, disse.

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