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Sindicatos ignoram situação fiscal e querem pagamentos e progressões

Governo do Estado vive uma relação delicada com o sindicatos de servidores estaduais; enquanto o governo expõe a deterioração fiscal de suas contas, com gastos com pessoal acima do limite legal e folha de pagamento na casa dos R$ 260 milhões, entidades de várias categorias cobram pagamentos de vários benefícios previstos em leis e acordos; na Saúde, sindicatos cobram reunião urgente com o governador Marcelo Miranda (PMDB); na Segurança, policiais civis já falam em greve; por outro lado, o Ministério Público Estadual recomendou redução de despesas com pessoal; gestores do governo tentam conciliam os interesses dos servidores com a capacidade financeira do estado

Governo do Estado vive uma relação delicada com o sindicatos de servidores estaduais; enquanto o governo expõe a deterioração fiscal de suas contas, com gastos com pessoal acima do limite legal e folha de pagamento na casa dos R$ 260 milhões, entidades de várias categorias cobram pagamentos de vários benefícios previstos em leis e acordos; na Saúde, sindicatos cobram reunião urgente com o governador Marcelo Miranda (PMDB); na Segurança, policiais civis já falam em greve; por outro lado, o Ministério Público Estadual recomendou redução de despesas com pessoal; gestores do governo tentam conciliam os interesses dos servidores com a capacidade financeira do estado (Foto: Aquiles Lins)

Tocantins 247 - Mesmo com a situação fiscal do governo do Estado deteriorada, com as despesas com pessoal ultrapassando o limite máximo determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, sindicatos que representam diversas categorias de servidores públicos estaduais não dão trégua ao governador Marcelo Miranda (PMDB). 

Eles exigem pagamentos de vários benefícios, progressões, insalubridade, acordo de parcelamento de aumento de salário, dividendos retroativos, paridades salariais com outras categorias que necessariamente irão inflar a folha de pagamento, que atualmente está na casa de R$ 260 milhões. O Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais do Estado (Sisepe) cobra do governo a redução da carga horária diária de trabalho dos servidores estaduais de 8 horas para 6 horas

Nessa segunda-feira, 2, representantes de sindicatos de profissionais da área da Saúde se reuniram nessa segunda-feira, 2, para cobrar do governo do Estado a inclusão e pagamento do retroativo das progressões, adicional noturno e a indenização de insalubridade, que teria sido firmado entre governo e as entidades classistas no dia 22 de agosto do ano passado.

Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde do Tocantins (Sintras); dos trabalhadores em Enfermagem (Seet); dos Médicos (Simed); dos Farmacêuticos (Sindifato) e dos Cirurgiões Dentistas (Sicideto) formalizaram um ofício solicitando com urgência ao governador Marcelo Miranda (PMDB) uma reunião para tratar exclusivamente da inclusão imediata das progressões e o pagamento dos retroativos das progressões e do adicional noturno dos anos de 2010, 2011 e 2012.

Eles pedem que os benefícios sejam incluídos ainda nesta folha de janeiro. Além disso, os sindicatos cobram do Governo um posicionamento sobre o pagamento dos retroativos da indenização por insalubridade que deverá ser creditado, a primeira parcela, na folha de pagamento de maio deste ano.

Segurança Pública

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol) realizou, na sexta-feira, 30, Assembleia Geral os policiais civis para cobrar do governo pagamento da paridade salarial prevista na Lei Nº 2.851, de 9 de Abril de 2014. Policiais exigem que seja cumprimento do Anexo I que está em vigor desde 02 de Janeiro de 2015. Conforme a Lei 2.851 os efeitos financeiros acontecem no próximo pagamento, mas o Governo ainda não deu certeza quanto à inclusão dos valores na folha. 

Os subsídios estão garantidos por Lei e tem prazo para serem cumpridos. Segundo o presidente do Sinpol, Moisemar Marinho, foram apresentadas à categoria duas proposituras: 1: deflagrar greve de imediato e, 2: aguardar o posicionamento do Governo para encerrar a pauta da Assembleia. "A categoria optou por aguardar a manifestação do Governo com relação inclusão dos benefícios na folha de janeiro, que por sinal ainda está em aberto" ressalta o presidente e lembra que "a pauta está suspensa e pode voltar a ser debatida a partir do dia 05, caso não tenhamos certeza desse pagamento", afirma Marinho sem descartar a possibilidade de paralisação da categoria.