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Skaf: corte de R$ 69,9 bilhões é 'medida inócua'

Para o presidente da Federação da Indústria de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a redução de R$ 69,9 bilhões no Orçamento Geral da União, anunciada ontem (22), "não é um corte"; em nota publicada no site da entidade, Skaf afirma que o pacote de medidas apresentadas pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, "simplesmente tirou do orçamento a arrecadação que já não ia ter"; ele disse que o setor industrial não aceitará medidas que impliquem em maior tributação; "A indústria vai ter tolerância zero com o aumento de impostos"; e encerra a nota com ameaça ao governo: "Quem liga as máquinas também sabe desligá-las"

Para o presidente da Federação da Indústria de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a redução de R$ 69,9 bilhões no Orçamento Geral da União, anunciada ontem (22), "não é um corte"; em nota publicada no site da entidade, Skaf afirma que o pacote de medidas apresentadas pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, "simplesmente tirou do orçamento a arrecadação que já não ia ter"; ele disse que o setor industrial não aceitará medidas que impliquem em maior tributação; "A indústria vai ter tolerância zero com o aumento de impostos"; e encerra a nota com ameaça ao governo: "Quem liga as máquinas também sabe desligá-las" (Foto: Romulo Faro)

SP 247 - Para o presidente da Federação da Indústria de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a redução de R$ 69,9 bilhões no Orçamento Geral da União, anunciada ontem (22) pelo governo federal como parte das medidas de ajuste fiscal, "não é um corte".

Em nota publicada no site da entidade, Skaf afirma que o pacote de medidas apresentadas pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, "simplesmente tirou do orçamento a arrecadação que já não ia ter". Ele avalia que a gestão da presidente Dilma Rousseff "perdeu a oportunidade de fazer o que deve ser feito: cortar efetivamente gastos e combater desperdícios".

Skaf disse ainda que o setor industrial não aceitará medidas que impliquem em maior tributação. "A indústria vai ter tolerância zero com o aumento de impostos". Ele acrescenta que se insistir nessa via para reequilibrar suas contas, "o governo corre o risco de ficar sem arrecadação nenhuma".

O presidente da Fiesp acaba sua nota com uma ameaça ao governo: "Quem liga as máquinas também sabe desligá-las".