Skaf, o político sem Semancol
Presidente da Fiesp, que sonha em ser governador de São Paulo em 2014, abandonou comício de Fernando Haddad quando a palavra foi passada não para ele, mas para Gabriel Chalita, que hoje representa o PMDB em São Paulo
247 – Presidente de uma poderosa federação industrial sem ser empresário e projeto de governador sem a mínima densidade eleitoral, Paulo Skaf, chefe da Fiesp e pretenso candidato do PMDB ao governo de São Paulo, perdeu o rumo nos últimos dias.
No fim de semana, protagonizou um vexame ao abandonar prematuramente o comício de Fernando Haddad. O motivo? Ciúmes. Tudo porque, ao encaminhar a palavra aos aliados do PMDB, os petistas passaram a palavra não a Skaf, mas a Gabriel Chalita, que concorreu à prefeitura e se firma como a principal liderança do partido na cidade.
Caso Haddad vença as eleições no próximo domingo, PT e PMDB reproduzirão, na capital paulista, a aliança que hoje é o principal pilar de sustentação do governo federal – o que praticamente inviabiliza o projeto de Skaf de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes em 2014 pelo PMDB.
Talvez por isso, o presidente da Fiesp esteja tão incomodado. Leia, abaixo, nota publicada no jornal O Globo sobre o vexame do fim de semana:
O apressado
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, saiu irritado do comício de Fernando Haddad, em São Paulo, no sábado, quando passaram a palavra para Gabriel Chalita. Assim, quando o chamaram para falar, ele, já do lado de fora, embarcava em seu carro.
