Sócio da Boate Kiss: 'minha defesa é falar a verdade'

Sócio da Boate Kiss, Mauro Londero Hoffmann disse, no Foro Central de Porto Alegre, que sua "linha de defesa é falar a verdade"; o dirigente afirmou que viu diversos shows da banda Gurizada Fandangueira no Absinto Hall, outra casa noturna gerenciada por ele, também em Santa Maria, região central do estado; o empresário relatou que nunca viu fogos, shows pirotécnicos; "Se tivesse, eu saberia"; o uso de um artefato pelo vocalista do grupo provocou um incêndio e, como consequência, uma fumaça tóxica na Boate Kiss; ao todo, 242 pessoas morreram; depois de questionado sobre a lotação do estabelecimento, Hoffmann admitiu que "nunca" acompanhou esse número; o local tinha capacidade para 691 pessoas, mas a suspeita é que estariam mais de 800 no dia da tragédia; mais de 600 ficaram feridos

Sócio da Boate Kiss, Mauro Londero Hoffmann disse, no Foro Central de Porto Alegre, que sua "linha de defesa é falar a verdade"; o dirigente afirmou que viu diversos shows da banda Gurizada Fandangueira no Absinto Hall, outra casa noturna gerenciada por ele, também em Santa Maria, região central do estado; o empresário relatou que nunca viu fogos, shows pirotécnicos; "Se tivesse, eu saberia"; o uso de um artefato pelo vocalista do grupo provocou um incêndio e, como consequência, uma fumaça tóxica na Boate Kiss; ao todo, 242 pessoas morreram; depois de questionado sobre a lotação do estabelecimento, Hoffmann admitiu que "nunca" acompanhou esse número; o local tinha capacidade para 691 pessoas, mas a suspeita é que estariam mais de 800 no dia da tragédia; mais de 600 ficaram feridos
Sócio da Boate Kiss, Mauro Londero Hoffmann disse, no Foro Central de Porto Alegre, que sua "linha de defesa é falar a verdade"; o dirigente afirmou que viu diversos shows da banda Gurizada Fandangueira no Absinto Hall, outra casa noturna gerenciada por ele, também em Santa Maria, região central do estado; o empresário relatou que nunca viu fogos, shows pirotécnicos; "Se tivesse, eu saberia"; o uso de um artefato pelo vocalista do grupo provocou um incêndio e, como consequência, uma fumaça tóxica na Boate Kiss; ao todo, 242 pessoas morreram; depois de questionado sobre a lotação do estabelecimento, Hoffmann admitiu que "nunca" acompanhou esse número; o local tinha capacidade para 691 pessoas, mas a suspeita é que estariam mais de 800 no dia da tragédia; mais de 600 ficaram feridos (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio Grande do Sul 247 - O sócio da Boate Kiss, Mauro Londero Hoffmann, afirmou, no Foro Central de Porto Alegre, que sua "linha de defesa é falar a verdade". Ele disse que tinha visto diversos shows da banda Gurizada Fandangueira no Absinto Hall, outra casa noturna que ele gerenciava, também em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul. O empresário relatou que nunca viu fogos, shows pirotécnicos. "Se tivesse, eu saberia". 

A tragédia aconteceu no dia 27 de janeiro de 2013, quando o vocalista da banda, Marcelo de Jesus dos Santos, usou um artefato pirotécnico dentro da Boate Kiss. As chamas se alastraram pela casa noturna, e uma fumaça tóxica se espalhou pelo ambiente. Como consequência, 242 morreram e mais de 600 ficaram feridos.

Segundo a polícia, os principais fatores que contribuíram para a tragédia, foram o material empregado para isolamento acústico (espuma irregular), saída única, uso de sinalizador em ambiente fechado, superlotação, exaustão de ar inadequada e falhas no extintor.

Depois de questionado sobre a lotação da Boate Kiss, Hoffmann afirmou que "nunca" acompanhou esse número. O local tinha capacidade para 691 pessoas, mas a suspeita é que mais de 800 estivessem no interior do estabelecimento. "Sempre o que foi passado eram 800 pessoas. No meu tempo de Kiss, um ano, entrei (como sócio) em dezembro de 2011, só duas vezes na contabilidade a boate fez mais de mil pessoas no giro, a noite toda, no total", disse.

Hoffmann afirmou que, após chegar à boate, "a cena era muito forte, desesperador. Fiquei por uns minutos ali, parado. Não consegui acreditar naquilo, era uma cena forte". Ele disse que reza pelas famílias das vítimas. "Passei tristeza, medo, tive problemas familiares", acrescentou.

O sócio da boate afirmou mudou as filhas de colégio e que uma delas perdeu dois anos letivos com as mudanças. "Sempre tentando evitar que saibam que sou o pai dela", contou. O empresário disse que não voltaria a trabalhar no ramo, embora tenha atuado a vida inteira com casas noturnas. "Sou empresário de entretenimento, não sou só dono de boate, já fiz e outras atividades em volta do entretenimento", complementou.

Processo judicial

Estão em andamento os processos criminais contra oito réus - quatro por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e tentativa de homicídio, e quatro por falso testemunho e fraude processual. O julgamento deve ocorrer até o final deste ano. Sete bombeiros também estão respondendo pelo incêndio na Justiça Militar.

Entre ps réus que respondem por homicídio doloso, na modalidade de "dolo eventual", estão os sócios da boate Kiss, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr (Kiko), além de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o funcionário Luciano Bonilha Leão. Os quatro chegaram a ser presos nos dias seguintes à tragédia, mas a Justiça concedeu liberdade provisória a eles em maio de 2013.

O processo criminal ainda está em fase de instrução, atualmente. Após ouvir mais de 100 pessoas como vítimas, o Judiciário está em fase de recolher depoimentos das testemunhas - as de acusação foram ouvidas e agora são ouvidas as de defesa. Os réus serão os últimos a falar.

O Ministério Público (MP) denunciou, em dezembro de 2014, 43 pessoas por crimes como fraude processual, falsidade ideológica, e falso testemunho, denúncias que tiveram como base o inquérito policial responsável por investigar a falsificação de assinaturas e outros documentos com o objetivo de permitir a abertura da boate junto à prefeitura de Santa Maria.


 

 

 

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