Sócio da Redpoint eventures diz o que atrai investidores

Atrair a atenção de uma empresa de venture capital com startups de sucesso em seu portfólio, seguindo os passos de Creditas, Nibo e Resultados Digitais, é um dos grandes objetivos de empreendedores em tecnologia no Brasil; tanto que a Redpoint eventures, com fundo de US$ 130 milhões, recebeu mais de mil pedidos que foram analisados só em 2016; o sócio da Redpoint e eventures, Manoel Lemos, conta quais os pontos que startups precisam ter para atrair a atenção da empresa; "A empresa precisa ter potencial para resolver grandes problemas do mercado brasileiro e ter uma solução que gere valor real para seus usuários ou clientes", diz ele; confira

Atrair a atenção de uma empresa de venture capital com startups de sucesso em seu portfólio, seguindo os passos de Creditas, Nibo e Resultados Digitais, é um dos grandes objetivos de empreendedores em tecnologia no Brasil; tanto que a Redpoint eventures, com fundo de US$ 130 milhões, recebeu mais de mil pedidos que foram analisados só em 2016; o sócio da Redpoint e eventures, Manoel Lemos, conta quais os pontos que startups precisam ter para atrair a atenção da empresa; "A empresa precisa ter potencial para resolver grandes problemas do mercado brasileiro e ter uma solução que gere valor real para seus usuários ou clientes", diz ele; confira
Atrair a atenção de uma empresa de venture capital com startups de sucesso em seu portfólio, seguindo os passos de Creditas, Nibo e Resultados Digitais, é um dos grandes objetivos de empreendedores em tecnologia no Brasil; tanto que a Redpoint eventures, com fundo de US$ 130 milhões, recebeu mais de mil pedidos que foram analisados só em 2016; o sócio da Redpoint e eventures, Manoel Lemos, conta quais os pontos que startups precisam ter para atrair a atenção da empresa; "A empresa precisa ter potencial para resolver grandes problemas do mercado brasileiro e ter uma solução que gere valor real para seus usuários ou clientes", diz ele; confira (Foto: Leonardo Lucena)

Por Mariana Rodrigues*, no StartSe

Atrair a atenção de uma empresa de venture capital com startups de sucesso em seu portfólio, seguindo os passos de Creditas, Nibo e Resultados Digitais, é um dos grandes objetivos de empreendedores em tecnologia no Brasil. Tanto que a Redpoint eventures, com fundo de US$ 130 milhões, recebeu mais de mil pedidos que foram analisados só em 2016. O sócio da Redpoint e eventures, Manoel Lemos, conta na entrevista abaixo quais os pontos que startups precisam ter para atrair a atenção da empresa.  

Como é o processo de seleção das startups que recebem investimento?

Manoel Lemos: É um processo bem criterioso e que demanda tempo. A Redpoint eventures recebe todos os meses dezenas de apresentações de empresas dos mais variados segmentos buscando receber um aporte financeiro, em 2016 foram mais de mil empresas analisadas.

É preciso que sejam empresas de tecnologia e internet que estejam resolvendo grandes problemas em grandes mercados. Além disso, 

buscamos empresas que já tenham um negócio já testado com boa tração de usuários e clientes.

Nosso time analisa cada um dos casos e verifica quais estão enquadrados naquilo que entendemos como um modelo de negócio sólido e com alto potencial de crescimento (os chamados ‘pontos fora da curva’.)

O investimento série A (normalmente estão entre US$ 1 milhão e US$ 4 milhões), o mais comum entre os que fazemos, tem em vista validar esse modelo de negócios e expandi-lo.

Frequentemente, percebemos que ainda não é o momento de investir em algumas empresas, mas vemos que ali existe uma futura oportunidade de negócio. Acompanhamos o caso mais de perto dali em diante, visando voltar analisar e potencialmente investir em um horizonte próximo. Em média, o tempo entre o primeiro contato e o investimento está é de aproximadamente 3 e 6 meses.

O que procuram em uma startup?

ML: A empresa precisa ter potencial para resolver grandes problemas do mercado brasileiro e ter uma solução que gere valor real para seus usuários ou clientes.

Enxergamos no Brasil grandes gargalos que podem ser resolvidos através de inovação e tecnologia, e é justamente esse tipo de empresa que procuramos.

Analisamos empresas de todos os setores, porém, focamos em 5 principais de forma proativa, são eles: Fintech, Healthtech, Varejo, Edtech e soluções para PMEs.

Uma de nossas principais preocupações é encontrar empreendedores altamente qualificados e que estejam engajados a montar um time diferenciado para escalar sua empresa.

Existem diferentes exigências para fintech?

ML: Falando especificamente do mercado de fintechs, a falta de serviços bancários (40% da população ainda continua excluída do sistema bancário, de acordo com a pesquisa do Itaú Unibanco), alta taxa de juros e a elevada penetração de smartphones no Brasil são alguns dos motivos que nos levam a acreditar no potencial desse mercado.

Os critérios específicos dentro do mercado de fintechs podem variar de acordo com o modelo de negócio. De forma geral, ter um unit economics (equilíbrio entre as receitas diretas e os custos associados a cada cliente ou usuário) saudável e alta retenção de usuários ouclientes são métricas que analisamos em todo investimento em fintechs, por exemplo. Além disto, no caso de fintechs é fundamental o time fundador ter profundo conhecimento do espaço onde está atuando.

Um bom caso em nosso portfólio é a Creditas, cujo foco de atuação é, justamente, a oferta de empréstimos com taxas de juros reduzidas graças a seu modelo de financiamento híbrido que permite empréstimos seguros, garantidos por casas ou carros.

Após o investimento, como é feito o acompanhamento das empresas?

ML: Uma vez que optamos investir em uma empresa, entendemos que esse investimento não é apenas financeiro. Buscamos estar sempre próximos e usar a experiência de todos os sócios e equipe para ajudar as empresas em seus principais desafios de crescimento.

A frequência de interação depende do estágio e momento de cada empresa. Em alguns casos, nos reunimos semanalmente para discutir a principal “dor” de crescimento daquele empreendedor, em outros casos, participamos das reuniões de conselhos que acontecem mensalmente e de outras discussões mais estratégicas que aconteçam on demand.

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na StartSe Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com 7.000 empresas de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre fintechs.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

Sobre a Let’s Talk Payments (LTP)

LTP é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Ela é COO da SGC Conteúdo. Para acompanhar o conteúdo produzido pela LTP no Brasil e no mundo, cadastre-se na newsletter.

*Com Mariana Rodrigues é colaboradora regular da Let's Talk Payments, focada no mercado de fintechs no Brasil

 

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