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SP deixa de reportar a ministério 210 casos de microcefalia

No mais recente boletim divulgado pelo Ministério da Saúde com casos suspeitos de microcefalia no Brasil, o estado aparece com apenas 18, maso número foi praticamente 12 vezes maior em 2015, com 210 casos; divergência dos números acontece porque São Paulo não notifica todos os nascidos com suspeita de microcefalia, como orienta o Ministério da Saúde e como fazem Estados como Pernambuco, Paraíba e Bahia, e informa só os casos suspeitos em que a mãe teve alguma indicação de ter contraído o zika vírus

Brasília (DF) - Bebês acolhidos pelo Lar da Criança Padre Cícero, instituição que cuida mais de 20 crianças e adolescentes. Poucos estão habilitados para adoção (Foto: José Barbacena)

SP 247 - O Estado de São Paulo está no centro de um polêmica envolvendo casos de microcefalia. No mais recente boletim divulgado pelo Ministério da Saúde com casos suspeitos de microcefalia no Brasil, o estado aparece com apenas 18, mas reportagem do site do El País mostra que o número foi praticamente 12 vezes maior em 2015, com 210 casos, sendo que 159 deles de crianças nascidas nos meses de novembro e dezembro.

A divergência dos números acontece porque São Paulo não notifica todos os nascidos com suspeita de microcefalia, como orienta o Ministério da Saúde e como fazem Estados como Pernambuco, Paraíba e Bahia, e informa só os casos suspeitos em que a mãe teve alguma indicação de ter contraído o zika vírus.

Os 210 casos registrados em São Paulo em 2015 foram informados pelo próprio Ministério da Saúde ao El País por meio à Lei de Acesso à Informação.

Eles constam no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), uma ferramenta online onde os gestores registram todas as informações sobre os nascimentos ocorridos em seus hospitais, incluindo a microcefalia.