Suplicy leva grafiteiro que foi preso para encontro com Doria

Na primeira sessão da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Eduardo Suplicy (PT) apresentou ao prefeito João Doria (PSDB) o Mauro Neri da Silva – detido na semana passada ao tentar restaurar um de seus trabalhos apagados por Doria; "Vou te entregar este livro que conta um pouco da história do Mauro e sugiro que ele possa ser escutado em uma reunião com Vossa Excelência", disse Suplicy; Mauro não teve microfone aberto, mas falou com a imprensa

Na primeira sessão da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Eduardo Suplicy (PT) apresentou ao prefeito João Doria (PSDB) o Mauro Neri da Silva – detido na semana passada ao tentar restaurar um de seus trabalhos apagados por Doria; "Vou te entregar este livro que conta um pouco da história do Mauro e sugiro que ele possa ser escutado em uma reunião com Vossa Excelência", disse Suplicy; Mauro não teve microfone aberto, mas falou com a imprensa
Na primeira sessão da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Eduardo Suplicy (PT) apresentou ao prefeito João Doria (PSDB) o Mauro Neri da Silva – detido na semana passada ao tentar restaurar um de seus trabalhos apagados por Doria; "Vou te entregar este livro que conta um pouco da história do Mauro e sugiro que ele possa ser escutado em uma reunião com Vossa Excelência", disse Suplicy; Mauro não teve microfone aberto, mas falou com a imprensa (Foto: Aquiles Lins)

Da Revista Fórum - Na primeira sessão plenária do ano na Câmara Municipal de São Paulo, nesta quarta-feira (1), o vereador Eduardo Suplicy (PT) já deu uma primeira demonstração de que fará um mandato crítico e ativo contra algumas medidas do atual Executivo municipal, representado pelo prefeito Joao Doria, que esteve presente na sessão.

Ele levou para o plenário o artista Mauro Neri da Silva, em uma clara oposição à mais midiatizada das medidas tomadas em pouco mais de um mês de governo do novo prefeito: a guerra contra pichadores e grafiteiros.

Mauro, que faz parte do coletivo Veracidade, foi detido na semana passada quando tentava restaurar um de seus trabalhos que havia sido apagado a mando de Doria, próximo ao parque do Ibirapuera (leia mais).

"Mauro já ganhou prêmios para organizar pinturas de grafite na cidade e até na Bienal, ele já fez mais de 10 mil grafites na cidade. Então vou te entregar este livro que conta um pouco da história do Mauro e sugiro que ele possa ser escutado em uma reunião com Vossa Excelência, inclusive com outros grafiteiros", disse Suplicy ao prefeito.

O artista não teve microfone aberto para se pronunciar no plenário, mas ao final falou com a imprensa.

"Precisamos lidar melhor com as diferenças porque a denominação do que é Grafite e Pixação tem ocorrido principalmente para atribuição de valores. Ou seja, quando se gosta se chama de Grafite, quando se gosta muito se chama de Mural e quando não se gosta se chama de Pixação. Precisamos de mais escuta e trabalhar nisso de uma forma mais antropológica e com potencial dos espaços públicos voltado para a educação e formação de opinião", afirmou.

Confira entrevista de Mauro Neri após ser liberado: 

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