Suplicy se recusa a participar de debate com MBL

Em nota, o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) justificou o motivo da recusa. "Foram reveladas ações violentas de autoria de membros do MBL, das quais eu discordo com veemência, como a divulgação em larga escala de notícias falsas sobre Marielle Franco e a participação de grupos extremistas que lançaram pedras, ovos e deram tiros na Caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva"; explica; leia a íntegra

Eduardo Suplicy 
Eduardo Suplicy  (Foto: Lais Gouveia)

247 - O vereador do município de São Paulo Eduardo Suplicy (PT-SP) lançou uma nota nesta segunda-feira (2) dizendo que não participará do debate com o Movimento Brasil Livre (MBL), após denúncias que envolvem o grupo com propagações de fake news e incitação ao ódio. O evento, sobre segurança pública, ocorrerá no próximo sábado (7).  

Leia a íntegra da nota:

Prezados Fernando Holiday e Kim Kataguiri,

No dia 04 de abril se completarão 50 anos do assassinato de Martin Luther King Jr., que deu extraordinários exemplos ao longo de sua vida em defesa dos direitos humanos e civis iguais para todas as pessoas. Procuro sempre seguir as suas recomendações como as que tão bem expressou em 23 de agosto de 1963, quando se comemoravam os 100 anos da Abolição da Escravidão nos EUA, num dos mais belos discursos da história da humanidade, "Eu Tenho um Sonho":

"Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo do cálice da amargura e do ódio. Precisamos sempre conduzir nossa luta no plano alto da dignidade e da disciplina. Não podemos deixar nosso protesto criativo degenerar em violência física. Todas as vezes, e a cada vez, nós precisamos alcançar as alturas majestosas de confrontar a força física com a força da alma."

Após ter aceitado participar do diálogo sobre segurança pública com vocês, marcado para o próximo dia 07 – sempre avaliei como importante dialogar com todas as pessoas, inclusive aquelas com as quais tenho divergências – foram reveladas ações violentas de autoria de membros do MBL, das quais eu discordo com veemência, como a divulgação em larga escala de notícias falsas sobre Marielle Franco e a participação de grupos extremistas, que lançaram pedras, ovos e deram tiros na Caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos estados do Sul.

Em diálogo com dirigentes do PT e minha assessoria, avaliei que nessas circunstâncias eu não deveria participar de um debate com lideranças de um movimento que tem agido com desrespeito, ofensas e violência para com pessoas como o ex-presidente Lula, a ex-presidenta Dilma Rousseff e o próprio PT. Desta maneira, mesmo após a reunião que tivemos na semana passada em meu gabinete, em que estabelecemos procedimentos de respeito mútuo, nas circunstâncias presentes compreendo que não devo participar do encontro que havíamos programado.

Agradeço a atenção e o respeito que tiveram para comigo, e acredito que saberão compreender a minha decisão.

Respeitosamente,

Eduardo Matarazzo Suplicy

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