Suspeitos de matar ambulante são ouvidos pela polícia. Multidão pede justiça

Suspeitos pela morte do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, 54 anos, prestaram depoimento na Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na estação de Metrô Barra Funda, zona oeste da capital. Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, e Ricardo Martins do Nascimento, de 21 anos, podem responder pelos crimes de homicídio qualificado e lesão corporal; do lado de fora da delegacia, uma multidão protesta pelo assassinato de Ruas aos gritos de "assassinos" e "justiça"; ambulante foi espancado e morto na noite de Natal ao defender travestis que haviam sido agredidas pelos suspeitos

Suspeitos pela morte do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, 54 anos, prestaram depoimento na Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na estação de Metrô Barra Funda, zona oeste da capital. Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, e Ricardo Martins do Nascimento, de 21 anos, podem responder pelos crimes de homicídio qualificado e lesão corporal; do lado de fora da delegacia, uma multidão protesta pelo assassinato de Ruas aos gritos de "assassinos" e "justiça"; ambulante foi espancado e morto na noite de Natal ao defender travestis que haviam sido agredidas pelos suspeitos
Suspeitos pela morte do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, 54 anos, prestaram depoimento na Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na estação de Metrô Barra Funda, zona oeste da capital. Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, e Ricardo Martins do Nascimento, de 21 anos, podem responder pelos crimes de homicídio qualificado e lesão corporal; do lado de fora da delegacia, uma multidão protesta pelo assassinato de Ruas aos gritos de "assassinos" e "justiça"; ambulante foi espancado e morto na noite de Natal ao defender travestis que haviam sido agredidas pelos suspeitos (Foto: Paulo Emílio)

Elaine Patricia Cruz, repórter da Agência Brasil - Os suspeitos pela morte do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, 54 anos, prestam depoimento na tarde de hoje (28) na Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na estação de Metrô Barra Funda, zona oeste da capital. Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, e Ricardo Martins do Nascimento, de 21 anos, podem responder pelos crimes de homicídio qualificado e lesão corporal.

Do lado de fora da delegacia, uma multidão protesta pelo assassinato de Ruas aos gritos de "assassinos" e "justiça". A expectativa é que os dois suspeitos deixem o local por volta das 18h30 e sejam transferidos para outra delegacia, onde permanecerão presos por até 30 dias sem julgamento, prorrogáveis por mais 30.

Luiz Carlos Ruas foi espancado e morto às 22h25 de domingo, noite de Natal. Segundo testemunhas, o ambulante vendia salgados e refrigerantes do lado de fora da estação quando dois homens se desentenderam com ele e passaram a agredi-lo. O ambulante defendia moradores de rua, incluindo duas travestis, que também foram agredidas pelos dois suspeitos.

O vendedor tentou correr até a bilheteria da estação na Estação Pedro II do metrô, mas foi atingido por vários golpes e caiu no local. Ele foi socorrido e levado a um hospital por agentes de segurança do Metrô, mas não resistiu aos ferimentos.

A irmã do ambulante, Maria de Fátima Ruas, 53 anos, diz que a família agora espera por justiça, com a condenação dos responsáveis pelo crime. "Não peço nada de mau para eles. Só quero que eles paguem pelo que eles fizeram."

Após a prisão dos suspeitos, a viúva de Ruas, Maria Souza Santos, disse estar "um pouco mais aliviada", mas disse que a detenção não diminui a dor pela perda do marido. " Estou muito triste. Para mim pegaram meu coração e torceram."

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