Tasso diz que Alckmin “é o primeiro da fila” para disputar o Planalto pelo PSDB

Presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse que não pretende ser reconduzido ao comando da legenda na convenção do partido que será realizada em dezembro para dar vez "a um cabeça preta de mentalidade"; Tasso também afirmou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tem a preferência para ser o candidato tucano à Presidência da República na eleição de 2018, mas ressalta que caso o partido não chegue a um consenso em torno de um candidato, este deverá ser escolhido pelo meio de prévia partidária

Senator Tasso Jereissati (L) speaks with Governor of Sao Paulo, Geraldo Alckmin during a meeting of the Brazilian Social Democracy Party (PSDB) in Brasilia, Brazil June 12, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino - RTS16S7K
Senator Tasso Jereissati (L) speaks with Governor of Sao Paulo, Geraldo Alckmin during a meeting of the Brazilian Social Democracy Party (PSDB) in Brasilia, Brazil June 12, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino - RTS16S7K (Foto: Paulo Emílio)

Ceará 247 - O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse que não pretende ser reconduzido ao comando da legenda na convenção do partido que será realizada em dezembro para dar vez "a um cabeça preta de mentalidade". Cabeças pretas são como são chamados os membros da ala mais jovem do partido e que defendem a saída da legenda da base aliada do governo Michel Temer. Tasso também afirmou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tem a preferência para ser o candidato tucano à Presidência da República na eleição de 2018.

Tasso diz que pretende apenas "conduzir o processo" de eleição que irá definir o novo presidente do partido. "Faço questão de conduzir o processo com bastante isenção. Por isso, não devo ser candidato à presidência do PSDB. Defendo que seja um nome novo, alguém da nova geração e com mensagem mais fresca", disse em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. "Um cabeça-preta de mentalidade. Não estou excluindo ninguém", completou.

Segundo ele, a disputa interna se dará em "torno de ideias". A disputa é de ideias. Ao longo desse período serão discutidas ideias e teses. Em paralelo, teremos o novo estatuto e programa do partido. Se não tiver um nome de consenso (para a presidência da legenda), então vai ter disputa. Tudo pode acontecer. Sempre tem a primeira vez", observou.

Para Tasso, o PSDB deve estar "aberto" para aproximação com movimentos que surgiram na esteira do impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, como o Movimento Brasil Livre (MBL). "Estamos abertos. Queremos receber a influência de todos esses movimentos que estão nascendo por aí, que são influenciados pelas redes sociais. Vamos conversar com todos. São muito importantes na formação de opinião pública. Temos que estar antenados com todos", destacou.

O tucano também descartou a possiblidade de disputar o governo do Ceará, onde o seu grupo político tem como maior rival o grupo do ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Atualmente o governo do Ceará esta´nas mãos de "Não pretendo mais voltar ao Executivo. Também defendo a renovação no Ceará. O ideal é um processo de renovação lá também", ressaltou. Apesar disso, Tasso destacou que o PSDB não pretende polarizar com o PT em nível nacional, uma vez que "essa política de nós contra eles é um desserviço para o Brasil. Além de dividir, traz violência, desrespeito e tolerância. É um péssimo sinal para democracia".

Ele também disse que o governador Geraldo Alckmin "é uma das lideranças mais importantes do partido há muito tempo" e que "ele é o primeiro da fila" para disputar o Planalto em 2018, apesar disso, ele ressalta que caso o partido não chegue a um consenso em torno de um candidato, este deverá ser escolhido pelo meio de prévia partidária.

 

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