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Taveira se impõe o desafio de incrementar a receita

Em entrevista ao site Goiás Agora, novo secretário da Fazenda afirma que os recursos para a área de investimentos - oriundos dos financiamentos que o governo firmou com bancos federais - estão assegurados; secretário lamenta gasto de 90% da arrecadação com folha de pagamento e juros da dívida estadual e garante que não vai mexer na estrutura da Pasta

Em entrevista ao site Goiás Agora, novo secretário da Fazenda afirma que os recursos para a área de investimentos - oriundos dos financiamentos que o governo firmou com bancos federais - estão assegurados; secretário lamenta gasto de 90% da arrecadação com folha de pagamento e juros da dívida estadual e garante que não vai mexer na estrutura da Pasta (Foto: Realle Palazzo-Martini)

GoiásAgora_ O novo secretário da Fazenda, José Taveira Rocha, que assumiu o cargo no último dia 20, tem o desafio de buscar novas fontes de recursos para o custeio do Estado. O secretário afirma que os recursos para a área de investimentos, oriundos dos financiamentos que o governo firmou com instituições financeiras, estão assegurados. A Sefaz continuará com a estrutura montada pelo ex-secretário Simão Cirineu Dias, que ainda faz parte da equipe do Governo do Estado, agora em Brasília, em permanente busca de recursos junto ao governo federal para novos investimentos em Goiás. A expectativa de José Taveira Rocha à frente da Secretaria da Fazenda (Sefaz) é a de trazer maior tranquilidade financeira para o Executivo estadual.

Leia a entrevista:

Secretário, o senhor fará alguma mudança na Secretaria da Fazenda ou pretende implantar algum projeto novo?
José Taveira Rocha – Nós temos dificuldade em buscar recursos para a área de custeio. A área de investimentos tem recursos assegurados oriundos dos financiamentos que o Estado contratou junto às várias instituições financeiras, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BID e BNDES. Na área de custeio nós temos de buscar receitas alternativas porque 90% da arrecadação é consumida com o pagamento da folha dos servidores públicos estaduais e com o serviço da dívida. Nós temos que buscar alternativas de receitas, como o programa Recuperar, para trazermos dinheiro extra-arrecadação para os cofres do Estado e aumentarmos a capacidade de custeio da máquina pública e atendermos os anseios da sociedade.

O senhor pretende fazer mudanças estruturais na Sefaz?
José Taveira Rocha – Não. A secretaria continuará com a estrutura que eu encontrei aqui. Toda a equipe montada pelo ex-secretário Simão Cirineu Dias será mantida. Essa mudança é desnecessária porque a equipe interna da Secretaria da Fazenda é constituída por técnicos da mais alta qualidade profissional.

Como o senhor se sente com este novo desafio à frente da Secretaria da Fazenda, com a responsabilidade de gerir as finanças do Estado?
José Taveira Rocha – Ao longo desses 14 anos em que faço parte da frente do Governo do Estado, desde janeiro de 1999, eu enfrentei a gestão de órgãos extremamente problemáticos: a Caixego, o Banco do Estado de Goiás (BEG), a Agência de Fomento, o Ipasgo e o Detran. Tive muita disposição para trabalhar, muita fé e muita ajuda dos demais componentes do governo e dos funcionários das organizações por onde passei. Todas as minhas atividades até aqui, modéstia à parte, foram exitosas. Então, eu espero que Deus continue me iluminando para que eu encontre caminhos para tornar mais confortável a situação de caixa do Estado aqui na Sefaz.

Sobre os investimentos que já estão garantidos é possível o senhor enumerar quais são as principais obras que serão executadas até 2014?
José Taveira Rocha – Nós temos toda a malha viária do Estado que está em acelerado processo de reconstrução e de manutenção. Temos também inúmeras obras no âmbito da Secretaria da Educação, de saneamento, construção de hospitais etc. Os exemplos maiores são o hospital que está em construção na Região Noroeste de Goiânia, a reforma do Autódromo Internacional de Goiânia, a conclusão do Centro de Excelência do Esporte e muitas obras em todo o Estado que estão com os recursos assegurados.

Tem algum investimento que está sendo pleiteado pelo Executivo estadual junto ao Governo Federal?
José Taveira Rocha – O secretário Simão Cirineu, que não deixou o governo, vai trabalhar em Brasília representando o Governo do Estado junto ao governo federal. Ele estará em permanente busca de alternativas de recursos para novos investimentos aqui no Estado de Goiás.

Como o senhor disse que sua principal missão é buscar recursos para o custeio da máquina pública, além do Recuperar existe outra ferramenta para incrementar o cofre público?
José Taveira Rocha – Nós estamos estudando com a equipe técnica da secretaria outras alternativas, que eu peço licença para não revelar agora, no sentido de nós buscarmos receitas extra-arrecadação para reforçarmos o cofre do Estado. Minha expectativa à frente da Sefaz é de conseguirmos trazer maior tranquilidade financeira para o Governo do Estado.