TCU aponta sobrepreço de 100% em contrato de refinaria

Relatório do Tribunal de Contas da União aponta que a Petrobras teria pago a mais, somente em um dos contratos da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, R$ 673 milhões às empresas Cnec e Camargo Corrêa; valor, segundo o órgão de controle é quase o mesmo que teria sido efetivamente gasto na realização das obras para a implantação da unidade de coqueamento retardado

Relatório do Tribunal de Contas da União aponta que a Petrobras teria pago a mais, somente em um dos contratos da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, R$ 673 milhões às empresas Cnec e Camargo Corrêa; valor, segundo o órgão de controle é quase o mesmo que teria sido efetivamente gasto na realização das obras para a implantação da unidade de coqueamento retardado
Relatório do Tribunal de Contas da União aponta que a Petrobras teria pago a mais, somente em um dos contratos da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, R$ 673 milhões às empresas Cnec e Camargo Corrêa; valor, segundo o órgão de controle é quase o mesmo que teria sido efetivamente gasto na realização das obras para a implantação da unidade de coqueamento retardado (Foto: Paulo Emílio)
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Pernambuco 247 - Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a Petrobras teria pago a mais, somente em um dos contratos da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, R$ 673 milhões às empresas Cnec e Camargo Corrêa.

O valor, segundo o órgão de controle, é quase o mesmo que teria sido efetivamente gasto na realização das obras para a implantação da unidade de coqueamento retardado (UCR). Os novos dados foram obtidos a partir das informações disponibilizadas pela Operação Lava Jato visando a realização de novas auditorias para identificar a existência de sobrepreço no projeto.

Segundo o TCU, o valor identificado foi considerado "assombroso", já que a estatal pagou R$ 1,45 bilhão para cumprir o contrato. Ainda segundo os ministros do TCU, o gasto efetivo por parte das empresas teria sido de cerca de R$ 785 milhões. A análise teria apontado pagamentos com gastos não comprovados que chegariam a 86% do que a Petrobras teria repassado para as empreiteiras.

O TCU, agora, deverá abrir um processo à parte especifico para tentar reaver dinheiro pago a mais pela estatal. Além deste contrato específico, o tribunal também está analisando outros três contratos que chegam a quase R$ 7 bilhões referentes à Refinaria Abreu e Lima.

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