Tecnologias: aposta para recuperar Bacia Rio Doce
Pesquisadores de Minas Gerais e do Espírito Santo lançaram a chamada 04/2016 “Tecnologias para recuperação da Bacia do Rio Doce”, fruto de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); a previsão é de um investimento de R$ 6,7 milhões nos projetos aprovados, para recuperar Bacia rio Doce sob quatro aspectos: solo, água, biodiversidade e tecnologias sociais, após o rompimento da barragem de Fundão, na região central de Minas, a onda de lama destruiu 663 km de rios, de acordo com o Ibama
Minas 247 - Pesquisadores de Minas Gerais e do Espírito Santo lançaram a chamada 04/2016 “Tecnologias para recuperação da Bacia do Rio Doce”, fruto de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A previsão é de um investimento de R$ 6,7 milhões nos projetos aprovados, para recuperar a Bacia rio Doce, afetado pela onda de lama após o rompimento da barragem de Fundão, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, região central de Minas Gerais.
De acordo com a Samarco, responsável pela barragem, foram despejados cerca de 62 milhões de metros cúbicos no meio ambiente, o suficiente para encher 24 mil piscinas olímpicas (50 metros). Em laudo preliminar, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibama) informou a lama também destruiu 663 quilômetros de rios e resultou na destruição de 1.469 hectares de vegetação. A onde de lama chegou ao litoral do Espírito Santo, a partir da foz do Rio Doce, e passou de 19,3 quilômetros quadrados (km²) para 66,6 km², ou seja, triplicou de tamanho.
As propostas relacionadas de pesquisadores a essa chamada devem ser direcionadas de acordo com quatro linhas temáticas: "Recuperação do solo", "Recuperação da água", "Recuperação da biodiversidade" e "Tecnologias sociais". As linhas foram definidas após debates com pesquisadores de diferentes áreas que, durante um workshop realizado no início de dezembro, apresentaram sugestões e demandas que atenderiam com maior eficácia a área impactada.
As propostas podem ser submetidas até 7 de março de 2016. De acordo com o presidente da Fapemig, Evaldo Ferreira Vilela, o que se espera são produtos e tecnologias que busquem soluções para problemas que atingem as regiões afetadas.
“Os projetos podem até resultar em artigos e livros, mas não é esse o foco. Estamos em busca de tecnologias que ajudem na recuperação do meio ambiente, e que também levem em consideração as populações afetadas”. Por isso, a chamada prevê que, a cada seis meses, os pesquisadores forneçam relatórios de acompanhamento para verificar os avanços das iniciativas.
Parcerias
Durante o evento, foram assinados, ainda, dois acordos de cooperação. Um deles, com a Fapes, prevê a elaboração de uma nova chamada pública com foco na recuperação das condições socioambientais dos municípios afetados pelo rompimento da barragem. Essa chamada vai privilegiar propostas em rede, ou seja, apresentadas por grupos que incluam pesquisadores dos dois estados ou mais. O outro acordo foi assinado com a Capes e prevê a colaboração mútua para implementação de ações e programas que visem ao aprimoramento de competências na área de desastres naturais.
Quase R$40 milhões para pesquisas
O presidente da Fapemig anunciou também o lançamento de outras três chamadas que, juntas, totalizam um investimento de quase R$ 40 milhões. Um deles é o edital Universal, que apoia pesquisas em todas as áreas do conhecimento. Já tradicional na instituição, ele prevê um investimento de R$ 23 milhões e receberá propostas até 28 de março.
Também foi apresentado o edital do Programa Pesquisador Mineiro (PPM), que financia, por meio da concessão de apoio financeiro mensal (grants), pesquisadores vinculados a projetos de pesquisa científica, tecnológica ou de inovação em desenvolvimento. Serão investidos R$ 8 milhões e as propostas devem ser enviadas até 14 de março.
Já o edital da Bolsa de Incentivo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico (BIPDT) irá apoiar, por meio da concessão de bolsas, pesquisadores que são servidores públicos estaduais. As submissões podem ser feitas até o dia 21 de março e os recursos são da ordem de R$ 2 milhões.
*Com informações divulgadas pela Agência Minas